Connect with us

Politica

Presidente da República quer ver receitas do petróleo a servir industrialização do continente

Published

on

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, nesta segunda-feira, em Luanda, que “os países africanos devem acelerar a diversificação das suas economias e aproveitar ao máximo as receitas do petróleo para a industrialização do continente”.

Ao discursar na abertura da 8ª edição do Congresso da Organização Africana dos Produtores de Petróleo e Gás (APPO), que decorre hoje até 19, o Chefe de Estado angolano ressaltou, também, que os recursos enérgicos continuarão a desempenhar um papel de destaque nas economias.

Na sua intervenção, o Presidente da República destacou as reformas petrolíferas em curso em Angola desde 2018, realçando, igualmente, os projectos das refinarias de Luanda, Cabinda, Soyo e do Lobito, com objectivo de aumentar a produção de refinados.

Para João Lourenço, o lema escolhido para a 8ª Edição do Congresso e Exposição Africano de Petróleo – “Transição Energética, Desafios e Oportunidades na Indústria Africana de Petróleo e Gás” – demonstra, mais uma vez, a forte intenção dos líderes dos países africanos produtores de petróleo e gás em abordar e deliberar sobre os desafios e as oportunidades da transição energética e o futuro da indústria de petróleo e gás de África, face ao COP 21 e COP 26.

No caso particular de Angola, o estadista apontou as reformas implementadas no país como sendo benéficas para o investimento estrangeiro.

“Estas reformas culminaram com a criação da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), com a função de Concessionária Nacional, a institucionalização do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), como órgão regulador dos segmentos do mid e downtream, assim como a reestruturação da Sonangol EP para o seu reposicionamento e foco na cadeia de valor de petróleo e gás natural”, disse.

Lembrou ainda que a produção petrolífera de Angola tem registado um declínio acentuado, desde 2016, por diversas razões, com especial realce para a quase ausência de investimentos na exploração.

Assim, para inverter a tendência decrescente da produção, avançou João Lourenço, o Executivo Angolano promoveu iniciativas para o relançamento da actividade de exploração petrolífera, a melhoria da eficiência operacional e a optimização de custos, assim como o fomento do conteúdo local.

“Com vista a passar a ser não só exportador de petróleo bruto mas também de produtos refinados, o Executivo colocou entre as suas principais prioridades a construção das refinarias de Cabinda e do Soyo, a requalificação da refinaria de Luanda, todos projectos em curso, e o projecto maior da refinaria do Lobito, a iniciar tão cedo quanto possível, garantindo no conjunto a refinação de quase 400.000 barris de petróleo bruto dia no futuro”, referiu.

Acrescentou igualmente que o seu Executivo decidiu aumentar a capacidade de armazenagem de combustíveis e lubrificantes, assim como da rede de postos de abastecimento em todo o país, contando com a iniciativa privada para o alcance deste objectivo.

João Lourenço referiu-se também sobre as alterações climáticas e a crescente preocupação ambiental. A necessidade  da transição energética para uma economia de baixo carbono, é outra medida adoptada pelo Executivo Angolano, com orientações no sentido de promover uma exploração sustentada dos recursos energéticos fósseis e, gradualmente, criar oportunidades para o desenvolvimento e utilização de fontes renováveis de energia como a solar, eólica, a biomasssa e o hidrogénio, estando já em curso algumas acções e projectos concretos  neste sentido.