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Presidente brasileiro defende reformas urgentes no Conselho de Segurança da ONU
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a criticar duramente o funcionamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas, defendendo uma reforma profunda na estrutura do órgão e acusando-o de ser ineficaz para lidar com os conflitos internacionais atuais.
Durante uma intervenção recente em Bogotá, capital da Colômbia, em fórum internacional dedicado à cooperação regional, Lula afirmou que o Conselho de Segurança já não representa a realidade política do mundo contemporâneo, por manter praticamente a mesma configuração desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Segundo o chefe de Estado brasileiro, o modelo actual limita a capacidade de resposta da comunidade internacional diante de crises globais, dificultando a adopção de decisões rápidas e equilibradas em situações de guerra, conflitos regionais e tensões geopolíticas.
Lula defendeu ainda a ampliação do Conselho de Segurança, com maior participação de países em desenvolvimento, incluindo nações da América Latina, África e Ásia, argumentando que a actual composição favorece um pequeno grupo de potências com poder de veto.
O Brasil tem defendido há décadas a reforma do sistema das Nações Unidas e reivindica um assento permanente no Conselho de Segurança, posição reiterada pelo presidente em vários encontros multilaterais recentes.
