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Sociedade

Preço de materiais escolar mais caro do que o ano passado. Afirmam cidadãos

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Á poucos dias do início das aulas a preocupação de muitos encaregados de educação continua a ser a compra de materiais didáticos para os seus filhos, que segundo os mesmos o preço está muito alto atendendo o sálario médio nacional.

Durante uma ronda efectuada pelo Correio da Kianda,  dos vários entrevistados, quase todos são unânimes em dizer que os preços dos materiais escolares, estão além daquilo que ganham, daí que poderá condicionar os seus filhos irem as aulas.

Eugenia neto, de 30 anos de idade uma das nossas interlocutoras afirmou aos nossos microfones, que  o mês de Janeiro teve que fazer muita ginastica  com o seu sálario porque, o que ganha não da para fazer todas as compras de materiais dos seus educandos.

“Eu sou pai e mãe para os meus filhos, infelizmente não pude comprar todos os materiais escolares para eles, porque estão muito caros, sendo sozinha tenho que pôr também comida em casa, peço aos nossos governantes que vêem essa situação.  Clamou.

Outra encarregada ouvida pela nossa reportagem, foi a Senhora Teresa Domingas, uma cidadã de trinta e três anos que também lamentou pelo facto dos materias escolares não estarem á altura de todos os bolsos.

“ Tenho uma filha, o ano passado  gastei muito menos   para a compra de todo seu matérial escolar, esse ano tive que gastar  aproximadamente 12 mil kwanzas, que eu considero muito caro, porque o meu salário não compensa, comprei cada uma lapiseira 50 kwanzas, contra os 25 do ano passado, uma embalagem de 12 cadernos a dois  mil e trezentos  kwanzas , contra os 1.000 e 500 kwanzas em 2017, a mochila escolar dela em 2017 comprei  á 1.500 kwanzas esse ano está 3.000 kwanzas, sem falar dos outros materiais”, Frisou.

Já o vendedor do mercado informal, Onze de Novembro, no Distrito Urbano da Cidade Universitaria,  justificou esta subida de preços,  devido aos altos custos  praticados nos armazéns onde têm comprado  estes materiais , acrescentando  ainda que muitos encarregados de educação só têm como  preferencia os mercados informais devidos os baixos preços.

“Eu sou revendedor, compro os livros nas mãos dos vendedores grossistas no mercado do Asa branca e nos armazéns, eles dizem que o preço da exportação  está muito alto, por isso é que  os preços dos materiais também aumentaram. Um livro de Lingua Portuguesa da  7ª classe eu vendo à 3 mil kwanzas, contra os 2 mil kwanzas do ano passado, ouve um encarregado de educação que veio a procura de um livro de português da 8ª classe, ele me disse que no supermercado está a custar 4 mil kwanzas e aqui eu estou a vender à três mil kwanzas”.Disse!

De recordar que  durante a semana finda, mais de trinta mil livros foram apreendidos em mercados informais, pelos serviços de investigação criminal alegadamente por serem materiais de distribuição gratuita.

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