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“Preço do poder não vale banho de sangue” – diz Presidente da UNITA

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O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior,  disse neste sábado, 24,  que “o preço do poder não vale tudo, não vale o banho de sangue do povo”, em resposta aos que tencionavam ver a UNITA na rua para conquistar as instituições.

Adalberto Costa Júnior, que discursava neste sábado 24, no final  de uma marcha promovida pela UNITA, maior partido na oposição,  em prol da “esperança, liberdade e despartidarização das instituições”, disse que o “povo sabe quem venceu as eleições”.

“Quero dizer a todos que nós continuamos a manter a fé e o foco e a mesma dedicação e força de combate e luta, a mesma de sempre”, afirmou o líder da UNITA, tendo agradecido a todos os angolanos, dentro e fora do país, por terem “votado em consciência”.

O presidente da UNITA referiu que o seu partido e parceiros foram pressionados à saírem à rua para conquistar as instituições, após a publicação oficial dos resultados das eleições, que deram vitória ao MPLA, no poder desde 1975.

“Foram muitos aqueles que esperam de nós a voz da rua como a via da conquista das instituições, foram muitos que nos pressionaram e que esperaram que nós déssemos voz de manifestações numa altura em que tínhamos as ruas cheias de repressão”, disse.

Segundo o político, a pressão para que a UNITA fosse à rua reivindicar os resultados eleitorais era uma “casca de banana”, mas, observou, “temos hoje maturidade política”.

“E nós pensamos que o preço do poder não vale tudo, não vale o banho de sangue do meu povo, não vale, não é falta de coragem não, bem pelo contrário”, assinalou, criticando a considerável presença das forças de defesa e segurança na rua “em prontidão combativa”.

Para Adalberto Costa Júnior, que falava perante uma plateia de centenas de militantes, amigos, simpatizantes e membros da sociedade civil que participaram da marcha, “não é normal que aquele que ganhou eleições tenha colocado a repressão na rua”.

“É normal aquele que recebeu o voto maioritário do seu povo ficar com medo do povo? É normal agarrar no aparato máximo de repressão e colocá-los em demonstração de quem tem medo”, questionou.

Centenas de cidadãos, entre dirigentes, militantes, simpatizantes, parceiros da Frente Patriótica Unida (FPU) e amigos da UNITA, membros da sociedade civil e até vendedoras ambulantes participaram hoje na “Marcha de Esperança e Liberdade”, que teve início o largo do cemitério da Santa Ana e terminou no Largo das Escolas, em Luanda.

Os três rostos da FPU, nomeadamente Adalberto Costa Júnior, Filomeno Vieira Lopes (presidente do Bloco Democrático (BD)) e Abel Chivukuvuku (coordenador do projeto político PRA JÁ Servir Angola) e vários deputados eleitos também participaram na marcha.

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