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Desporto

Praticantes do Golfe regozijados com existência de Federação

Vários associados do golfe expressaram hoje, em Luanda, regozijo pela constituição e eleição dos órgãos sociais da nova Federação Angolana da modalidade (FAGOLFE).

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Por ocasião do primeiro dia do pleito, iniciado no campo dos Mangais, os jogadores e kadis, foram unânimes em apontar os benefícios resultantes do estabelecimento de um órgão reitor, que se dedicará no fomento e desenvolvimento da especialidade desportiva.

A exemplo, o candidato da única lista concorrente, Almir Soares, que expressou o engajamento do seu elenco com a FAGOLFE, a prioridade será na formação de novos praticantes, realização de provas e incentivar a criação de mais campos e outras infra-estruturas.

“O golfe está a começar a dar os passos necessários para atingir os objectivos preconizados. Temos alguns jogadores, principalmente em Luanda, precisamos muito mais e expandir a sua prática pelas demais províncias do país. Por isso, vamos trabalhar arduamente com órgãos competentes e parceiros, para a sua massificação”, disse.

Para o proponente ao cargo de presidente de mesa da assembleia-geral, António Teixeira Flor, a concretização da instituição desportiva vai permitir o maior enquadramento, formação de crianças e jovens, bem como a regularização das participações internacionais.

Acrescentou que muita gente gosta do golfe, mas que precisa de incentivo, que deve iniciar de tenra idade. Temos uma população praticante de cerca de 200, a necessidade do seu aumento, com a integração de mais mulheres em todo o país.

Também desdramatizou a ideia do golfe ser apenas para ricos -, defendendo o espírito de inter ajuda dos filiados.

Posição idêntica também foi emitida pelo capitão do Clube de Golfe de Luanda, Manuel Barros, considerando estarem reunidos os pressupostos fundamentais para que os praticantes tenham o suporte legal e institucional para a satisfação dos seus anseios.

“Com a FAGOLFE a modalidade poderá conseguir os apoios necessários e colmatar as dificuldades existentes, na medida em que está numa fase de organização e crescimento. Podemos congregar todos os praticantes e amantes da modalidade, para que se possa dar os passos necessários”, frisou o consagrado jogador.

Satisfação também evidenciada por alguns carregadores e ajudantes (kads), que preferiram o anonimato, dado o trabalho que realizam em auxilio aos jogadores.        

Quanto ao pleito, mais de meia centena de associados individuais efectuaram já hoje, na capital do país, a primeira sessão de votação dos órgãos sociais da FAGOLFE, para o período de 2018/2020.

Previsto para dois dias (sábado e domingo), neste primeiro acto, nos Mangais, dos 174 jogadores constantes da população votante, 59 exerceram o seu direito, numa organização da comissão eleitoral, coordenada por José Cardoso de Lima, antigo dirigente desportivo, também integrada por Erica do Nascimento e Sílvia Gabriel.

Depois da contagem no local, recolha dos boletins de votos e o encerramento da urna, espera-se que no segundo e último dia (domingo), a maioria dos inscritos apareçam no outro recinto de conclusão, que será no campo do Morro dos Veados.

Ainda sobre o total dos votantes, 34 destes possuem o voto de qualidade, que equivale cinco e 10, relativo aos membros fundadores e dirigentes da FAGOLFE. O Clube de Golfe de Luanda e o dos Mangais, como instituições não tiveram direito de voto, por ainda estarem em falta no cumprimento também dos actos eleitorais internos.

Sobre o elenco federativo, no seu plano de acção se propõe, a criação de condições administrativas e financeiras, incentivar o surgimento de mais clubes, praticantes, infra-estruturas, massificação, provas internas e participações internacionais, entre outras.

A jornalista e praticante Ana Mária Ramos está a secretariar a mesa da assembleia. Na direcção, ainda tem como vice-presidente, Francisco da Silva, e secretário-geral, Luís Tembo. O consagrado golfista Manuel barros aparece como vogal.

O Conselho fiscal é dirigido por António Kaschaka e tem como vice Neusa Silva, ao passo que no jurisdicional e de disciplina são presididos por António Marques e Sebastião Adão, este último que tem como vice Fátima Zampetti.

Dado corpo por membros de dois principais clubes de Luanda, constituída em 4 de Maio de 2017, a FAGOLFE era dirigida por uma comissão instaladora, chefiada por Manuel Lemos Júnior.

Actualmente o país conta apenas com três campos, o do Morro dos Veados, Mangais (Barra do Cuanza) e outro em Cabinda (Chevron).

A temporada 2018 que arrancou, no final de Janeiro, no Campo Mangais Golfe Resort, tem como novidade o torneio de pares, composto por dez etapas, e o mesmo sistema de pontuação, que a prova “Ordem de Mérito Mangais/BFA”, até então a mais mediática do calendário.

Em 2017, o “Dipanda Cup”, que saudou o 42º aniversário da Independência Nacional, disputado durante dois dias, em Novembro último, foi o que mais suscitou interesse dos praticantes, dado o facto de ter reunido 140 atletas, de África, Ásia e Europa, no espaço tido por muitos golfistas como o santuário da modalidade no país, pela sua estrutura e especificidades.

O país possui um dos melhores campos de Golfe da região Austral de África. Trata-se do recinto dos Mangais, na Barra do Kwanza, onde o Rio Kwanza se cruza com o mar e a paisagem da Quissama (parque nacional), construído nos últimos três anos. O do Morro dos Veados, na zona do Benfica, existe há 73 anos.

O primeiro campo de golfe em Angola foi construído em 1935 no Alto da Catumbela, em Benguela. Em Luanda, apenas foi inaugurado em 1941, no Musseke Kasaca, actual Bairro do Golfe. Posteriormente surgiram nas cidades do Huambo, Dundo, Lunda Norte e do Soyo, na província do Zaíre.

Angola previa organizar, em 2016, o primeiro Open Internacional de Golfe, numa parceria público e privada. A prova em questão foi analisada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros durante a sua 16ª sessão ordinária, orientada pelo antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

A sua realização foi negociada por mais de um ano entre o Ministério da Juventude e Desportos de Angola e a Associação Professional Golfista (PGA).

Entre os seus melhores jogadores, realce ao capitão do Clube de Golfe de Luanda (CGL), o antigo paraquedista Manuel Barros, bicampeão do torneio Tap (Portugal), 1996/97, bem como vice do Open Tap (Brasil), em 2007.

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