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Sociedade

Praga de gafanhotos já destruiu mais de 880 lavras

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A vaga de gafanhotos, que se regista há quase um mês, na província do Cunene, encontra-se localizada na povoação de Ombwa, município do Curoca.

A informação foi avançada ontem pelo director do gabinete da Agricultura e Pesca no Cunene, Pedro Tibério, tendo explicado que os insectos atingiram o município do Curoca no final de Abril, passando pelas comunas de Chitado e na sede de Oncóncua.

Fez saber que os mesmos fazem um percurso de vai e vem de pelo menos três quilómetros da fronteira com a Namíbia e, caso tenham voos no sentido norte ou oeste, poderão instalar-se nos municípios dos Gambos, província da Huíla e Namibe.

Pedro Tibério disse que actualmente encontra-se uma equipa técnica a trabalhar no levantamento dos prejuízos, assim como no combate à mesma.

Em declaração à Angop, sublinhou que o Curoca regista grandes problemas de falta de chuvas e a vegetação está seca, realçando que as poucas hortas e campos ali existentes poderão sofrer danos.

Para conter a onda de gafanhotos, disse que a província conta com cem técnicos formados em matérias de combate à praga, que estão a trabalhar nos municípios e comunas.

A par dos técnicos, frisou, foram criados grupos de activistas, que diariamente reportam o surgimento ou não da praga, facilitando a deslocação das equipas às zonas afectadas.

Desde o início da praga foram contabilizadas 882 lavras de milho, massango e massambala destruídas, correspondendo a 2.646 hectares de terra.

A província recebeu uma carrinha de fumigação, 9.378 unidades de insecticidas, 100 pulverizadores e equipamentos de protecção individual como botas, luvas e fatos para fazer frente à este mal.

O fenómeno, que atinge cinco países da região Austral de África, surge devido às alterações climáticas, que estão a influenciar a reprodução dos gafanhotos de forma massiva, afectando, desta feita, os campos agrícolas e pastos.

Por Angop