Politica
PR considera “proporcionais respostas aos actos de vandalismo e pilhagem”
O Presidente da República, João Lourenço, revelou em entrevista concedida à CNN Internacional, no Palácio Presidencial, em Luanda, que a reacção das autoridades angolanas, durante a manifestação de Julho, foi à medida da ameaça, porque o que se passou não foram meras manifestações.
Para o Chefe de Estado, “as manifestações, quando são pacíficas, não põem em causa vidas humanas, nem o bem público e privado, obviamente que os governos não têm razões que justifiquem o emprego de violência”.
“Portanto, a reacção do Governo foi porque o que aconteceu não foram meras manifestações. Foram uma espécie de rebelião, que destruiu património tanto público como privado. E, nessas situações, é obrigação de qualquer Estado proteger o património público e privado” sublinhou.
O Presidente da República salientou por outro lado desconhecer se há muitos países africanos, e não só, com tanta liberdade de expressão e liberdade de imprensa como em Angola, e “que para quem conhece a realidade angolana, com certeza que concordará com o que afirma”.
“Hoje, para além da imprensa oficial, existe um elevado número de rádios comunitárias, jornais, para além da existência e liberdade das plataformas digitais. Mesmo em períodos de eleição, nunca o Governo angolano cortou a internet ou algo parecido, como às vezes é feito em certos países” sublinhou, destacando que, assim sendo, não é justo dizer-se que não há ou que há pouca liberdade de expressão, liberdade de imprensa em Angola.
