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Opinião

Posição de Angola sobre o conflito Israelo-palestino

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A posição de Angola sobre o conflito Israelo-palestino pode ser observada pela intervenção feita pelo Presidente da República, João Lourenço, no seu discurso de Abertura da 147ª Assembleia da União Interparlamentar.

No seu discurso, o Chefe de Estado, mais do que apresentar a posição política e diplomática do nosso país, abordou o conflito de forma exaustiva, apelando aos beligerantes que procurassem as reais causas que os levam a guerrear.

Sendo um estadista pacífico e atento aos factos, João Lourenço já tinha abordado a situação na Faixa de Gaza, no seu discurso sobre o Estado da Nação, em que deixou claro que a melhor via, para se encontrar a paz, era calar as armas e sentar-se à mesa das negociações. Por outro lado, sempre foi visível que o Presidente da República e o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, foram manifestamente imparciais e, ao mesmo tempo, realistas face ao quadro dramático dessa guerra que não para de ceifar vidas humanas, na Faixa de Gaza.

É importante que se pontualize que, na maioria dos discursos políticos, há, normalmente, uma reação antipática, a julgar pelas razões da sua complexidade como é o direito internacional, no caso da guerra entre o Estados de Israel e Palestina. Em vista disso, a posição do Secretário Geral da ONU não ficou distante da narrativa do presidente João Lourenço. Pois, ambos consideram desproporcional a reação militar de Israel, aludindo condições precárias do Estado da Palestina que, há mais de 50 anos, vê a sua autonomia negada pelas principais potências mundiais.

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