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Economia

Porto de Luanda pode ser transformado em melhor da região

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A administração do Porto de Luanda prevê colocar a infra-estrutura em primeiro lugar, no ranking regional, onde ocupa, actualmente, a quarta posição, conforme avançou nesta quarta-feira, 04, o administrador executivo Miguel Pipa. Para o alcance deste objectivo, referiu que a estratégia passa pela adopção de um modelo de gestão de porto senhorio, aplicação de maior investimento em infra-estruturas e aumento da profundidade do seu cais.

Actualmente, ocupa a quarta posição no ranking dos portos da região austral do continente africano, uma posição que preocupa o conselho de administração do porto, que tem como desafio, a melhoria da posição, visto que ainda continua a ser preterido pelos navios de grande porte, que preferem atracar nos portos de Brazzaville, Namíbia e da África do Sul, que possuem melhores condições infra-estruturais.

“A nossa não é boa, por causa das nossas restrições de infra-estruturas”, pelo facto de o cais do porto de Luanda ter uma fundura limitada que varia de 10 a 12,5 metros de profundidade, “o que faz com que os grandes navios ao invés de virem directamente para Luanda eles dirigem-se, primeiro, para os portos com melhores condições portuárias e de lá saem os navios pequenos que vêm para o nosso país”. A razão, segundo o administrador executivo é a pouca profundidade do cais do porto de Luanda, que “é um factor para a atracção de navios de grande porte”.

Outra desvantagem que contribui para a posição “não boa” do porto de Luanda no ranking regional, são os equipamentos de carga e descarga. Entretanto, a expectativa é de que o com a entrada da nova gestão e os investimentos que a DP World vai realizar com o contrato assinado a 25 de Janeiro último, a situação poderá ser invertida.

“Com este investimento, o porto de Luanda terá equipamentos únicos a nível dos portos da região, aumentará o cais para 18 metros de profundidade” e colocará nos terminais do porto, gruas próprias que, entretanto, ainda depende daquelas que os próprios navios trazem, provocando uma morosidade nos trabalhos de descargas dos navios.

A entrada destes investimentos, acrescenta o administrador executivo, vai significar “aumento da produtividade, uma que os navios referem portos mais ágeis capazes de dar respostas as operações de carga e descarga em menor tempo, porque quanto mais tempo o navio ficar atracado no porto representa mais custos”, explicou.

Desta forma, o Porto de Luanda deixará de ser um porto alimentador para passar para um porto A, permitindo a que “os grandes navios passarão a atracar no Porto de Luanda, de onde sairão os navios menores com destino a outros portos mais pequenos, tanto da região como no país.