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Populares em Luanda defendem projectos estruturantes para travar impacto das chuvas

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Os populares que participaram nesta terça-feira, 09, do espaço Fórum, dedicado à interacção com o público-ouvinte da Rádio Correio da Kianda, que abordou as “consequências das chuvas em Luanda, desafios, responsabilidades e soluções”, criticaram os mesmos problemas vividos na capital angolana, sempre que se regista quedas pluviométricas como as do fim-de-semana que fez resultou em bairros, ruas, e residências inundadas.

De acordo com os ouvintes, as chuvas que caem sobre Luanda continuam a revelar um conjunto de vulnerabilidades estruturais que, ano após ano, permanecem sem solução.

Os populares que se mostram visivelmente agastados, com as constantes inundações, erosão de vias, quedas de casas, famílias desalojadas, perdas materiais e, em casos extremos, desaparecimentos e mortes, apelam por soluções urgentes, sob pena do cenário vir a piorar sempre que o período chuvoso se instala.

“O bairro do Antenove no Cazenga, vais encontrar muitas casas já não vive lá ninguém, ou seja, abandonaram por causa das inundações. Luanda é tão vulnerável em época chuvosa por conta da ausência de um plano director exequível, por isso é que as águas das chuvas não transbordam nas valas de drenagens”, lamentaram João de Almeida e Pedro Tchizuca.

Já o especialista em engenharia hidráulica sanitária, Francisco Lopes, disse à Rádio Correio da Kianda, que apesar das intervenções pontuais das Administrações e dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, defende a implementação de uma estratégia integrada que permita prevenir, e não apenas reagir, aos impactos das chuvas.

O especialista alerta que a situação vai se degradando ciclicamente à medida que o tempo vai passando, e a situação vai aumentando também com o nível de ocupação de terrenos.

“Não são feitos trabalhos estruturantes. Infelizmente fazem muitos trabalhos paliativos e esporádicos, sem conexão entre os vasos comunicantes que tem muito ver as zonas onde são produzidas as águas das chuvas, para os corpos receptores que no nosso caso de Luanda, são os mares e rios, no caso os rios Kwanza e o Bengo”, sublinhou, tendo criticado igualmente a má construção de bacias de retenção sem carácter científico e sem parecer técnico para sua concepção, cujos impactos são sentidos nestas épocas chuvosas.

As chuvas que caíram sobre Luanda nos últimos dias causaram inundações a 65 residências que desalojaram 320 pessoas, e o registo de desaparecimento de um adolescente no município do Kilamba Kiaxi que teria sido arrastado pela correnteza enquanto se encontrava a tomar banho numa bacia de retenção.

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