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Polícia Judiciária resgata angolana vítima de exploração laboral em Portugal
Uma jovem angolana foi resgatada na sexta-feira, 29, de uma situação de exploração laboral em Oeiras, em Portugal. A vítima tinha sido aliciada com promessa de salário mínimo português para trabalhar como ama, mas acabou isolada, sem passaporte e com o telefone vigiado pela patroa.
Segundo a Polícia Judiciária, a jovem aceitou a proposta de viajar para Portugal para tomar conta de uma criança a troco de 920 euros mensais. Pouco depois da chegada percebeu que era um engodo. Foi obrigada a tarefas domésticas continuadas, sem contrato, sem horários definidos e com pagamentos irregulares e muito abaixo do acordado.
A exploração agravou-se com práticas de controlo e intimidação. A patroa, portuguesa de 48 anos, limitou as saídas da residência, condicionou os contactos com o exterior, retirou-lhe o passaporte e o telemóvel e chegou a copiar os conteúdos do aparelho da vítima.
O caso foi denunciado à PJ e a operação de resgate foi conduzida pela Unidade Nacional de Contra terrorismo. Foi cumprido um mandado de detenção fora de flagrante delito e um mandado de busca domiciliária, com apreensão de material para a investigação. A suspeita foi detida e indiciada por tráfico de pessoas para fins de exploração laboral. Ficou em liberdade com apresentações trissemanais, obrigada a entregar os passaportes angolano e português e proibida de sair do País.
