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Polícia pede apoio ao exército e alarga investigação sobre ex-espião

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Segundo a imprensa britânica, mais de uma centena de militares foi destacada para apoio à Scotland Yard.

Em Salisbury (sul de Inglaterra), localidade onde Skripal e a filha Yulia foram encontrados inconscientes, a polícia montou cordões de segurança junto da residência do ex-espião e, no cemitério, junto da campa da mulher, Ludmila, que morreu em 2012 de cancro, e da lápide evocativa do filho Alexandre, que morreu na Rússia em 2017 de doença hepática.

A circunstância de um polícia britânico ter sido também exposto ao veneno, uma substância que actua sobre o sistema nervoso, acentua a pressão sobre as autoridades para que sejam identificados os responsáveis pelo ataque.

“Um espião russo, ainda vá, faz lembrar a Guerra Fria, mas um cidadão britânico, polícia ainda por cima, exige um envolvimento imediato e forte das autoridades britânicas”, explicou à imprensa Mathieu Boulègue, investigador do centro de pensamento político londrino Chatham House.

Um detective citado pelo jornal Daily Telegraph disse que a polícia está a “esquadrinhar a zona para perceber se os dois [Skripal e a filha] estavam a ser vigiados” e para encontrar vestígios.

O ex-agente duplo russo e a filha continuam hospitalizados “em estado muito grave”, disse a ministra do Interior, Amber Rudd, aos jornalistas durante uma visita a Salisbury hoje de manhã.

O polícia atingido está em estado “grave mas estável”, segundo o chefe da polícia de Wiltshire, Kier Pritchard.

Serguei Skripa, 66 anos, e a filha Yulia, 33 anos, foram encontrados inconscientes no domingo, num banco de jardim no centro comercial de Salisbury, no sul de Inglaterra.

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