Connect with us

Sociedade

Polícia Nacional trava grupo acusado de “semear desordem” em Saurimo

Published

on

Um grupo de elementos constituído por homens, mulheres e algumas crianças saiu, nas primeiras horas da manhã deste domingo, 8, para o centro da cidade de Saurimo, província da Lunda Sul.

Segundo informação feita à Rádio Correio da Kianda pelo Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da delegação do MININT naquela província, Florêncio de Almeida, a corporação teria sido informada sobre o alegado movimento que estaria a criar constrangimentos na circulação automóvel e de piões, daí, que “os agentes da ordem dirigiram ao local para travar a marcha que, também, não tinha sido comunicada as autoridades”, segundo o nosso interlocutor.

Os efectivos da Polícia Nacional “ao constatarem a resistência e desacato por parte dos integrantes desse grupo”, fez o uso dos meios ao seu alcance para repor a ordem e a circulação de pessoas e bens naquela rua, o que, terminou com a detenção de 132 elementos do referido grupo. A Polícia Nacional diz que esse contacto não resultou em ferimento de ninguém, seja da parte dos populares, e também dos efectivos da polícia.

Porém, Florêncio de Almeida disse que os elementos em causa partiram os vidros de duas viaturas do Comando Provincial da Polícia Nacional.

Os homens da farda azul consideram a detenção dos integrantes pelo facto do mesmo grupo “não ter personalidade jurídica, política, religiosa ou cívica”, disse Florêncio.

Por sua vez, Jota Filipe Malakito assumiu a paternidade da acção que ocorreu neste domingo, em Saurimo, tendo reafirmado que “hasteamos a bandeira, isso é que importante, foi assim que ficou acordado, que o resto seria feito depois”, Jota Filipe Malakito disse também, que o nosso acordo era colocar a bandeira e o hino, “depois trataríamos o resto, o acordo revela aceitação tácita”, disse.

O promotor da marcha, que as autoridades consideram como tentativa de insurreição, alega que a Polícia Nacional prendeu mais de 500 pessoas do seu grupo, e a acção das autoridades teria causado mais de trezentos feridos.

“A polícia diz que dos 132 detidos, 45 são mulheres, dos 18 aos 50 anos de idade, e 92 homens com idade compreendida entre os 18 aos 78 anos”, disse, o Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do MININT da Lunda Sul, Florêncio de Almeida.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.