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Sociedade

Polícia expulso levanta ira dos internautas

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O agente da Polícia Nacional que antes do seu afastamento ostentava a patente de terceiro sargento, colocado na Escola Nacional de Polícia de Protecção e Intervenção, em Luanda, foi expulso da corporação ao meio da semana finda, pelo Comandante-Geral daquela Corporação, Comissão Geral Panda, por prática, segundo a nota do Gabinete de Comunicação Institucional colocada na sua página oficial no facebook, de conduta atentatória a dignidade da corporação.

A nota publicada no dia 13 do mês em curso acompanhada de fotos ilustrativas do acto que teve lugar na Escola de Polícia onde funcionava, em que são vistos o agente expulso e o Director da mesma, Manuel Fernandes, indica que o agente violou a disposição do artigo 34º/1- c, do Regulamento Disciplinar do efectivo da Polícia Nacional.

Avança ainda que na ocasião, “o Director daquela instituição de ensino policial, Comissário – Manuel Fernandes António apelou aos efectivos a adoptarem condutas, socialmente positivas, para servir os cidadãos”, conclui a nota.

Com 191 comentários, pelo menos no momento em que a reportagem do correio tomou contacto com a publicação, 433 gostos e 116 partilhas a nota surpreendente da informação é encontrada nos comentários vindos de internautas de vários estratos sociais…

O Senhor Marques Capembe, por exemplo, o primeiro a comentar, defende uma medida mais branda do que a demissão. “transferência para outro ramo distante de Luanda seria o ideal. Seria manda-lo para uma comuna longínqua de Luanda. Ali ou o Soba lhe ou o próprio povo lhe muda (…) rematou o internauta.

A partir deste comentário começaram a ser postados comentários críticos a decisão de demitir o agente. Romo Dawson, outro internauta que fez o gosto ao dedo diz que deveriam velar pela patente do homem. “(…) tinha que ser submetido a despromoção de um ou mais graus. Essa seria a melhor forma de disciplinar o efectivo em causa” rematou.

A onda de insatisfação prosseguiu a ponto de o jovem Suki Miranda, revelando algum desencanto perguntou: “porquê não demitiram o Comissário Quim Ribeiro por má conduta?”

Ângel Quiss Angel disse: “A Polícia Nacional tem um péssimo hábito. Gostam muito de expulsar efectivos por má conduta mas nunca promovem efectivos por boa conduta (…) retorquiu na página oficial da Polícia Nacional!

Com às críticas, os internautas que, neste sentido podem representar o sentimento generalizado da população angolana, demonstraram que apesar de reconhecerem o cometimento da infração a que a nota faz referência não concordam com a medida em concreto, numa altura em que a vida não está fácil para ninguém, depreende-se.

A reportagem kianda consultou o Decreto Presidencial que regula a conduta dos efectivos da Polícia Nacional e o referido artigo, 34º/c, estabelece que “é passível da pena de demissão o procedimento grave atentatório da dignidade e prestigio do agente da função policial ou da corporação”, embora não esclareça, em concreto, que conduta pode atentar contra a dignidade do agente, deixando, desta feita, a sua aferição a quem dá abertura do procedimento disciplinar, opção essa que entendedores da matéria criticam porquanto, consideram, abre precedentes para que qualquer um que não goste de um agente pode aproveitar-se disso para abrir um processo que culmine na expulsão do visado.