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Sociedade

Polícia desmarca-se em apoiar jovem baleado por agente da polícia

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A mãe de um dos jovens, que também foi atingido por uma bala, na sequência dos disparos efectuados por um agente da polícia, que matou o jovem José Teokamba Manuel, de 23 anos, denunciou que o Ministério do Interior está a desmarcar-se no apoio de um outro jovem, que também foi baleado com um tiro no ombro, mas que encontra-se com vida.

A mãe do jovem lesado acusou a Polícia Nacional, na noite desta quarta-feira, 15, em entrevista a Tv Zimbo, de ter feito promessas de apoio à família, promessas estas, segundo contou, não passaram dos Kz 1500, dados por um dos comandantes, que não especificou de que esquadra era, para “apanhar uma vacina de tétano”.

“Eu como mãe é que estou a pagar tudo pelo meu filho. A polícia tem que assumir, porque isso é uma bala e amanhã não sei o que poderá acontecer na vida do meu filho. Ele está toda hora a se queixar que o braço está pesado”, lamentou.

Os disparos, que culminaram com a morte de José Teokamba Manuel e no ferimento de um outro, ocorreram na madrugada desta segunda-feira, 13, quando a polícia tentava dispersar um grupo de jovens que se encontravam num local em hora imprópria, face ao cumprimento do Estado de Calamidade que o país vive.

Já foi admitido pelo Comando Provincial da Polícia em Luanda ter havido “imprudência” por parte do seu efectivo, situacão que levou a Polícia Nacional a instaurar um processo disciplinar.

Não é a primeira vez que a Polícia Nacional em Luanda é acusada de desmarcar-se em dar apoio a famílias que perderam os seus cidadãos, vítimas dos excessos dos agentes da Polícia.

O ano passado, Banguila Augusto, viúvo da zungueira Juliana Cafrique, assassinada por um agente da Polícia Nacional no dia 12 de Março de 2019, no bairro Huambo, Rocha Pinto, em Luanda, viu por cumprir promessas feitas pela Polícia. Dentre estas promessas, um emprego para sustentar os filhos deixados pela malograda, seria um deles. Mas que acabou por não se efectivar naquele tempo.

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