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Polícia congolesa avisa que irá prender Moise Katumbi caso regresse ao país

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A polícia da República Democrática do Congo (RDCongo) avisou hoje o ex-governador de província de Katanga, Moise Katumbi Tchapwe, que será detido caso regresse ao país, executando um mandado emitido por um tribunal em 2016.

As declarações foram feitas depois de Katumbi anunciar que chegaria a Lubumbashi, a segunda maior cidade da RDCongo, na sexta-feira, para anunciar a sua candidatura às próximas eleições presidenciais.

Durante a manhã de hoje, uma delegação, composta pelos partidos que integram a plataforma “Juntos pela Mudança” na Grande Katanga e os advogados de Katumbi, visitou o Procurador-Geral, perto do tribunal de primeira instância de Lubumbashi, para questioná-lo sobre os rumores da existência de um mandado de prisão contra o ex-governador.

Segundo Gabriel Kyungu wa Kumwanza, líder da delegação, quem detém o mandado é o comissário da polícia provincial, o general Paulin Kyungu Banza.

Em declarações à estação de rádio Okapi, o comissário da polícia provincial confirmou as declarações de Kyungu, acrescentando que as forças policiais foram mobilizadas para a execução do mandato após a chegada de Moise Katumbi a solo congolês.

Moses Katumbi também falou com a Radio Okapi, tendo confirmado, na quarta-feira, que iria regressar a Lubumbashi no final da semana.

“Chego na sexta-feira a Lubumbashi, às 09:00, no aeroporto de Luano. Vou para minha casa, no meu país”, disse, acrescentando que vai apresentar uma candidatura regida pela paz.

“Se vou voltar, não é pela guerra, sempre fui muito pacífico. Queremos que o nosso país continue em paz para que possa ocorrer a primeira mudança de poder pacífica” no país, expôs o ex-governador de Katanga, que integrou a oposição em 2015.

Katumbi apelou a que toda a população se vestisse de branco, visto ser “uma mensagem de paz e esperança. É um dia de alegria”.

O potencial candidato apontou ainda que não precisa de permissão para regressar ao país.

“As autoridades estão informadas de que vou voltar para casa, o que é mais importante para mim é o processo eleitoral. Não temo absolutamente nada, mas tem havido muitas mentiras contra mim”, concluiu.

Katumbi foi condenado à revelia em junho de 2016 e sentenciado a uma pena de prisão de 36 meses pela venda de uma casa que não era sua.

O caso tem contornos semelhantes ao que envolveu outro político congolês, Jean-Claude Muyambo, condenado sob as mesmas circunstâncias.

 

C/ LUSA

 

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