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Sociedade

Plástico e alumínio, o ouro de quem passa fome em Luanda

Redação

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Um pouco por toda província de Luanda é notório ver crianças, jovens e idosos que recorrem aos grandes amontoados de lixo para poderem sustentar as suas famílias com a venda de utensílios recolhidos.

Os últimos meses apontam para o crescimento deste fenómeno nas ruas de Luanda: pessoas que recolhem do lixo tudo que acham ser útil para ser comercializado, com a finalidade de satisfazer as suas necessidades.

Numa época que a pandemia do coronavírus assola Angola e o mundo, petizes, adultos, jovens e idosos recorrem aos contentores de lixo. Este “exército” soma e segue, violando as medidas de protecção ao vírus, sob o olhar atento das autoridades que nada fazem.

Segundo o que Correio da Kianda apurou, numa reportagem feita nesta semana, várias pessoas carentes recorrem aos contentores de lixo para retirarem daí o plástico, o ferro, o cobre, o bronze e o alumínio, depois levam os utensílios recolhidos num outro lugar para efectuarem a venda (neste local onde realizam a venda existe um aparelho que permite saber a quantidade de peso de cada objecto), um quilo de plástico e alumínio custa 150 kwanzas, um quilo de cobre está no valor de 1.000 kwanzas, neste lugar um quilo de ferro é vendido a 20 kwanzas, por último, um quilo de bronze custa 200 kwanzas.

“Tenho fome, meu cota! O coronavírus não é o pior inimigo – é a minha fome. Só quero recolher ferro, plástico, alumínio, cobre e bronze para pesar e conseguir dinheiro para comprar alguns alimentos”, disse João António.

“Roubar é pior”, acrescentou um jovem que responde pelo nome de Mário Domingos.

Tal como diz o velho ditado “a necessidade é maior do que a moral“, tendo em conta que essas pessoas carentes colocam a sua saúde em risco de contraírem diversas doenças, uma vez que alguns preferem ficar no interior dos contentores e outras no exterior, sem protecção.

“As vezes quando vejo as pessoas em grandes amontoados de lixo a retirarem utensílios, fico muito confusa, não sei se são ou não malucos”, disse Joana Maria, funcionária pública de 30 anos, moradora do bairro Camama.

Por: Nzinga Manuel

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