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PGR investiga quase duzentos gestores públicos na Huíla

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Pelo menos 49 processos relacionados com crimes de peculato, corrupção activa e passiva e branqueamento de capitais foram investigados em 2020 e estão em instrução preparatória, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na província da Huíla.

Comparativamente a 2019, a PGR registou um decréscimo de 20 processos relacionados com crimes financeiros.

Os 49 processos envolvem 197 gestores públicos e estão em instrução há mais de um ano, segundo o procurador provincial da Huíla, Gabriel Custódio, em declarações à Angop, esta segunda-feira, no Lubango.

Gabriel Custódio disse que estão ainda em investigação cidadãos ligados a conservatórias e notariados, repartições e administrações municipais, Polícia Nacional, empresas e institutos públicos.

Os visados são indiciados nos crimes de associação criminosa, participação económica em negócios, violação das normas de execução orçamental, tráfico de influências, falsificação de documentos, recebimento indevido de vantagens, fraude fiscal e abuso de confiança.

Gabriel Custódio referiu que os processos fazem parte de um total de 72.476, que transitaram para este ano, em fase de instrução preparatória, dos quais 23.505 com arguidos presos e soltos e 48.917 de arguidos não presos, totalizando 56.036.

Salientou que a PGR legalizou 6.600 arguidos, correspondente a 4.602 processos, em 2020, junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e comandos de 13 municípios da província, com a excepção da Humpata, pertencente a jurisdição do Lubango.

Realçou que dos processos em investigação quatro já foram acusados e remetidos a juízo, em 2020, sendo crimes de peculato, concussão, falsificação de documentos, tráfico de influência, associação criminosa, roubo de bens e corrupção activa e passiva envolvendo gestores públicos.

O procurador frisou ser prematuro falar dos montantes roubados ao erário, por os processos ainda estarem em fase de instrução preparatória.

“Ainda não houve recuperação de activos, mas com base no grande número de processos registados teremos alguma recuperação”, explicou.

Revelou que a província possui 22 procuradores no activo e dois jubilados, precisando de mais onze para atender a demanda.

Disse igualmente ser necessário 151 trabalhadores administrativos, instalações próprias e meios informáticos e de transporte para os magistrados e outros serviços relacionados.

Por Angop 

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