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PGR cessante rejeita críticas e defende avanços no combate à corrupção em Angola

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O procurador-geral da República cessante, Hélder Pitta Gróz, rejeitou as críticas de alegado fracasso no combate à corrupção em Angola, afirmando que o país registou progressos na contenção do fenómeno, apesar de reconhecer que os desafios continuam a ser significativos.

Em declarações públicas, o magistrado sublinhou que a corrupção é um problema de dimensão global e que nenhum Estado conseguiu eliminá-la por completo.

“Não há nenhum país do mundo que possa dizer que erradicou a corrupção”, afirmou.

Segundo o responsável, Angola tem vindo a desenvolver esforços contínuos para reduzir o problema, através da actuação coordenada das instituições de justiça, do Ministério Público e dos órgãos de investigação criminal, no quadro das reformas iniciadas nos últimos anos.

Hélder Pitta Gróz defendeu que o combate à corrupção deve ser entendido como um processo permanente, que depende sobretudo de mecanismos internos de controlo e responsabilização.

“O importante é encontrar formas de minimizar a corrupção, e Angola tem feito isso no seu dia a dia”, sublinhou.

O magistrado manifestou ainda confiança na continuidade desse trabalho, defendendo que as instituições do Estado deverão manter o reforço das medidas de prevenção, investigação e repressão, como forma de consolidar os resultados alcançados.

As declarações surgem numa fase de transição na liderança da Procuradoria-Geral da República, após um mandato iniciado em 2017, período marcado por processos judiciais de elevada visibilidade pública e por um debate recorrente sobre a eficácia das políticas anticorrupção no país.

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