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Economia

Petróleo afunda 30%. É a maior queda desde a Guerra do Golfo

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O brent afunda 31% e está a valer 31,02 dólares. É a maior queda do petróleo desde 1991. A Arábia Saudita está a inundar o mercado com a matéria-prima.

Em apenas alguns segundos, na abertura dos mercados asiáticos esta segunda-feira, os contratos futuros afundaram 31%, depois de no final da semana passada os preços já terem sofrido a maior queda desde a crise financeira.

O barril do brent está a colapsar para os 31 dólares e a Goldman Sachs, segunda a agência Bloomberg, já está a prever que os preços possam chegar mesmo aos 20 dólares.

Nos últimos dias, o mercado petrolífero foi fustigado pela propagação do coronavírus e esta segunda-feira as praças financeiras asiáticas estão a viver uma situação dramática depois de a Arábia Saudita ter sinalizado um corte agressivo nos preços de venda da matéria-prima e anunciado ainda um aumento de produção com o objetivo de inundar o mercado com crude.

A Rússia, segundo a Bloomberg, já retaliou e já terá dado às suas empresas luz verde para injetarem no mercado a quantidade de petróleo que entenderem.

Esta sexta-feira, precisamente por causa de um desentendimento entre Moscovo e Riade, o barril já tinha caído quase 10%, depois de a OPEP+ ter adiado indefinidamente um eventual corte da produção de petróleo para enfrentar a epidemia do novo coronavírus. Esta guerra coloca um ponto final na cooperação entre a Rússia e a Arábia Saudita que tem dado suporte aos preços da matéria-prima desde 2016.

Agora, os mercados estão a assistir a uma guerra aberta na OPEP + (OPEP e dez produtores de petróleo aliados liderados pela Rússia) com o objetivo de tentar ganhar quota de mercado, uma estratégia que está a esmagar os preços. Segundo a Reuters, a Arábia Saudita está a vender o barril com um desconto no preço oficial entre 6 a 8 dólares o barril.

Nos mercados, os contratos futuros do brent (que servem de referência às exportações de angola) com entrega em maio estão a afundar 14,25 dólares e cada barril já só vale 31,02 dólares no mercado londrino. Segundo a Bloomberg, esta é a maior queda diária desde que os EUA bombardearam o Iraque, em 1991.

Já o crude, referência de Nova Iorque, cai 27% ou 11,28 dólares, para os 30 dólares o barril. Devido à dimensão da queda, a negociação chegou a estar suspensa durante alguns minutos.

 

C/ Eco

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