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Sociedade

Petroleiro a serviço da Trafigura atingido por Houthis no Mar Vermelho

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O ataque contra a multinacional que opera em Angola ocorreu no sábado, 26, e não foi ainda tornado público a quantidade de perdas financeiras. Num comunicado em posse do Correio da Kianda, a companhia faz saber que não houve vítimas humanas, além de agradecer às forças militares dos EUA, da Índia e da França pela assistência no controlo das chamas.

Um navio petroleiro da empresa Trafigura, baptizado por Marlin Luanda, foi alvo de um ataque com míssil no Golfo de Áden, após transitar pelo Mar Vermelho, por parte dos Houthis, o grupo rebelde iemenita, que controla a capital do país, e é apoiado política e militarmente pelo Irão.

Orgulhosos pelos danos causados à embarcação meramente comercial e alheia a grupos em confronto no Médio Oriente, os houthis reivindicaram o ataque, sublinhando terem disparado “vários mísseis apropriados, directo e que resultou na queima da embarcação”.

“Gostaríamos de reconhecer a dedicação e a bravura excepcionais do comandante e da tripulação do navio, que conseguiram controlar o incêndio em circunstâncias altamente difíceis, bem como a assistência essencial prestada pelos navios da Marinha indiana, dos Estados Unidos e da França para alcançar este resultado”, lê-se no documento.

A Sonangol, segundo um comunicado, também reagiu ao incidente, mas visando esclarecer a opinião pública de que o ‘Marlin Luanda’ não faz parte de sua frota de navios, como circulava na imprensa.

De referir, que a Trafigura, criada em 1993, é domiciliada em Singapura. E até ao ano de 2018, era o responsável exclusivo pelo abastecimento de gasóleo e gasóleo marinho no mercado angolano, um privilégio que viria a perder naquele ano, mas que voltaria a ocupar em 2019, visando dar resposta ao excesso de escassez de combustível que se registara na sua ausência, facto que terá contribuído para a exoneração do então PCA da petrolífera estatal Sonangol, Carlos Saturnino.

De recordar, que a concessão do Corredor do Lobito foi entregue ao consórcio Lobito Atlantic Railway (LAR) e formalizada no dia 4 de Julho de 2023, numa cerimónia que contou com as presenças dos Presidentes de Angola, da RDC e da Zâmbia.

Constituído pelas empresas Trafigura (49,5%), Mota-Engil (49,5%) e Vecturis S.A (1%), o LAR venceu o concurso internacional no dia 4 de Novembro de 2022, para assegurar a gestão do Corredor do Lobito durante 30 anos.

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