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“Perdemos uma figura ímpar da história contemporânea do povo namibiano” – João Lourenço

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O Chefe de Estado angolano considerou como uma perda ímpar para o continente africano, a morte do Presidente da Namíbia, Hage Geingob, na madrugada deste domingo, 04.

“Perdemos uma figura ímpar da história contemporânea do povo namibiano, que deixa um vazio difícil de se preencher por não ser fácil substituir-se um homem com a sua força moral, com a sua integridade e com a vontade férrea que o caracterizava, de projectar a África para um futuro de desenvolvimento e bem-estar dos seus povos”, escreveu João Lourenço, numa Nota de Condolências ao presidente interino Nangolo Mbumba.

Para o também presidente em exercício da SADC, “trata-se de uma ocorrência profundamente triste para toda a África de forma geral, para a sub-Região Austral do Continente e muito especialmente para a República da Namíbia e o seu povo, por se ter perdido um filho digno e incansável lutador pela liberdade de África, que soube desde muito jovem dedicar-se à causa do resgate da dignidade dos povos africanos, da autodeterminação, da independência e da soberania dos países do nosso continente”.

Hage Geingob, 82 anos, morreu na madrugada de hoje, semanas depois de ter sido diagnosticado com cancro. O vice-presidente Nangolo Mbumba assume o comando da Namíbia até as eleições presidenciais e parlamentares no final do ano.

Nascido em 1941, Geingob estava no comando do país desde 2015, ano em que anunciou que havia sobrevivido ao cancro de próstata. Foi um político proeminente desde antes de a Namíbia conquistar a independência da África do Sul, governada pela minoria branca, em 1990.

“Curvamo-nos com respeito e com a mais profunda admiração, perante a memória de Sua Excelência Hage Gottfried Geingob, com quem tivemos a oportunidade de lidar nos últimos anos, e apreciar a forma enérgica, determinada e vigorosa com que abordava todos os temas sensíveis, quer os respeitantes à vida interna do seu país, como os que se relaciona, escreveu, João Lourenço.

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