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Economia

PCA do Grupo Boa Vida nega ter sido causador da falência do BANC

António Sacuvaia

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Através de um comunicado enviado ao Correio da Kianda, o  empresário angolano de origem polaca e  primeiro secretário do Comitê de Acção do Partido (CAP) do MPLA, no Grupo Boa Vida, Tomasz Dowbor, nega ter sido o causador da falência do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), que teve como principal accionista, o histórico general, Kundi Paihama.

Na nota de esclarecimento também endereçada à Direcção Central do MPLA, a quem decidiu escrever depois de terem surgido publicações em plataformas digitais fazendo referência a um relatório do BNA sobre a falência do BANC que o apresenta como a entidade que terá beneficiado de empréstimos na ordem de 2 mil milhões de kwanzas, investidos no ramo da construção do seu grupo Boa Vida, o Tomasz Dowbor rejeita todas as acusações, considerando-as como falsas e caluniosas.

Com duas décadas no mercado nacional, o empresário destaca, na nota de esclarecimento, que em momento algum negou ter recebido do BANC qualquer crédito e refere, ter sido sempre claro e transparente.

Acrescenta a nota que, no começo da implementação dos projectos de construção de habitações, os irmãos Tomasz e Wojciech Dowbor procederam um investimento de mais USD 100.000.000,00 (Cem milhões de dólares americanos) dos capitais próprios para estruturação, implementação e construção da Urbanização Boa Vida – UBV.

“Em 2014 recebemos do Banco Angolano de Negócios e Comércio, o financiamento de que se fez referência e que hoje não ultrapassa os Kz 2.000.000.000,00 (dois mil milhões de kwanzas) que foi destinado a aceleração e suporte das despesas adicionais para operacionalização da construção de habitações, em função de um elevado número de solicitações por parte dos clientes do BANC para aquisição de casas na Urbanização Boa Vida, por via de crédito bancário”, refere a nota.

Ainda de acordo com o PCA daquela organização, “ao longo dos anos de 2014 a 2018, as empresas do Grupo Poltec e BoaVida pagaram ao BANC valores destinados a amortização de capitais, juros e taxas sendo um dos mais disciplinados e credíveis clientes do BANC, garantindo o pagamento mensal das suas prestações. Não obstante a isso, o BANC tem em sua posse garantias reais sobre formato dos imóveis com respectivos registos prediais, hipotecados à favor do BANC de acordo as exigências contratuais para cedência do referido crédito”, esclarece!

A nota destaca ainda que a “Urbanização Boa Vida procedeu com assinatura dos contratos suportados pelas garantias reais, sob formato dos imóveis com respectivos registos prediais, hipotecados à favor do BANC de acordo as exigências contratuais para cedência do referido crédito, cujas garantias cedidas cobrem o dobro do valor cedido, que se traduz em mais de 200%”.

Após a análise do relatório do BNA sobre a falência do BANC, que foi decretada em 2019, com Kz 41.720.020. 000,00 (quarenta e um bilhões, setecentos e vinte milhões e vinte mil kwanzas) de dívida, sendo que 2.000.000.000,00 (dois mil milhões de kwanzas) foi o crédito cedido, às empresas do Grupo Poltec e BoaVida o que representa 4% do valor falido do BANC.

“ Na sequência do contexto macroeconómico, a Urbanização Boa Vida, solicitou várias vezes, em 2018, bem antes da falência do BANC, uma reavaliação do formato e reestruturação do crédito em função da deterioração do ambiente económico que provocou um colapso financeiro nos mais variados sectores e que veio a agravar o ambiente empresarial”, declara e finaliza:

“O Grupo Boa Vida mantém a sua capacidade de gestão, eficácia, comprometimento, responsabilidade em todos os projectos, activos, financiamentos confiados e continuará disponível a qualquer esclarecimento sobre o assunto, assim como mostra-se disponível a colaborar com os órgãos de justiça”, finaliza.

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