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Paulo Pombolo diz que MPLA está solidário com a recuperação dos activos do Estado angolano

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A notícia do envolvimento de figuras do MPLA em investimentos privados, realizados com avultados fundos públicos, na ordem dos quatro biliões e 700 milhões de dólares norte-americanos, não vai criar uma crise interna no seio do Partido, disse, nesta sexta-feira (15), em Luanda, o secretário do Bureau Político para a Informação, Paulo Pombolo.

Aquele dirigente, que falava, na Sede Nacional dos camaradas, numa entrevista colectiva, garantiu que o MPLA está solidário com o Relatório da Comissão Multissectorial, criada pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, em Dezembro de 2018, que denunciou que o Estado angolano foi lesado em mais de 4,7 mil milhões de dólares, por investimentos privados feitos com fundos públicos, tendo garantido “um alinhamento permanente entre a Direcção do MPLA e o Presidente da República”, também no que respeita à luta contra a corrupção.

“A corrupção era um mal que estava a afectar o País. É grave que avultados montantes financeiros do Estado beneficiem ilegalmente um grupo de pessoas” – asseverou Paulo Pombolo.

De recordar que o Presidente da República, João Lourenço, qualificou, quinta-feira (14), em Benguela, litoral-centro de Angola, “no mínimo, chocante e repugnante” o conteúdo do relatório sobre os investimentos privados realizados com recurso a avultados fundos públicos, que dá conta da perda de mais de 4.7 mil milhões de dólares norte-americanos.

O Chefe de Estado, que discursava no acto de abertura do Ano Judicial 2019, referiu que, após os seis meses de graça que a lei conferiu aos visados, até 26 de Dezembro de 2018, no quadro do repatriamento coercivo de capitais, o Estado “está no direito de utilizar todos os meios ao seu alcance, para reaver ao que ao povo angolano pertence”.

Sobre isso, Paulo Pombolo disse que “cabe à justiça fazer o seu trabalho”, tendo referido que, nos dias que correm, apesar de alguns dirigentes do MPLA estarem a ser notificados, pela Procuradoria-Geral da República, isso não afectará a coesão do Partido.

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