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Sociedade

Pastor torna-se “quimbandeiro” por ter a igreja encerrada

António Sacuvaia

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Com o adiamento da reabertura de igrejas, em Luanda, por conta do Estado de Calamidade e cerca sanitária, medida resultante da subida vertiginosa de vários casos positivos da Covid-19, vários são os líderes religiosos que têm estado a passar por situações de dificuldades, sobretudo aqueles que dependem apenas de salários da igreja, proveniente de ofertas dos fiéis, segundo uma pesquisa feita pelo Correio da Kianda em Luanda.

No bairro Canguia, no distrito do Zango 4, em Viana, um suposto pastor da Igreja Aleluia, também conhecido como “papá Resolve” é apontado como estando agora a trabalhar como “quimbandeiro”, naquela zona, por ter a igreja encerrada há quase três meses.

De acordo com os moradores, o também conhecido como “papá Profeta” há muito que exerce esta actividade, antes mesmo de ter aberto a sua denominação religiosa.

Com a suspensão de cultos, os fiéis que frequentam a sua igreja, contam, têm estado a ir a sua residência para cura e tratamentos espirituais, por supostamente ser um pastor também curandeiro, que dá resultado nos seus trabalhos.

“O papá Profeta é muito bom. Sempre que estamos com algum problema espiritual, doença, ou problemas no lar, como a igreja fechou, vimos aqui no seu santuário para sermos consultados e fazer tratamentos com os trabalhos dele”, contou uma das fiéis ao Correio da Kianda.

Curioso, tentamos contactar o referido pastor, que delegou-nos o seu assistente. Depois de apresentarmo-nos, e ser transmitido ao pastor que se tratava de uma equipa de jornalistas,  fomos informado que o “papá Resolve” não estava disponível para falar a jornalistas, mas acabamos por ser  informados pelo assistente,  que o referido “quimbandeiro” só tem estado a realizar trabalhos de curas, aos fiéis da sua denominação, que, por terem a igreja encerrada, os tratamentos espirituais, têm sido realizados na sua residência.

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