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Partido Chega diz que Portugal devia orgulhar-se pela colonização e critica financiamento para reabilitação da Fortaleza 

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Partido de extrema-direita português questionou esta sexta-feira, 29, o seu governo a razão de financiar com 34 milhões de euros, cerca de 31,1 mil milhões de kwanzas, de acordo com o câmbio deste sábado, a reabilitação e apetrechamento da Fortaleza de São Francisco do Penedo, em Angola, tendo considerado o facto como “um ultraje à história de Portugal”.

O Chega, um partido de extrema-direita em Portugal, e que começa a ganhar espaço relevante na arena política daquele país europeu, sublinhou, num requerimento enviado ao gabinete do primeiro-ministro António Costa, que os portugueses deviam orgulhar-se da colonização, e manifestou-se contra o facto de o governo luso ter-se comprometido em financiar a reabilitação e apetrechamento da Fortaleza de São Francisco do Penedo, em Angola, que deve ser convertido em Museu de Libertação Nacional de Angola.

No requerimento dirigido ao governo, através da Assembleia da República, o Grupo Parlamentar do Chega questionou “qual a motivação do governo português em assumir as despesas pela criação de um museu cuja designação faz referência à luta independentista contra Portugal”.

Para o partido dirigido por André Ventura, o presente apoio financeiro constitui “um ultraje à história de Portugal e à memória dos antepassados, assim como à dos combatentes do ultramar, [que são] tão maltratados pelas acções empreendidas na defesa dos interesses nacionais”.

“Com este gesto, além do dispêndio de uma verba que, no âmbito de actuação do Instituto Camões, melhor serviria outros fins mais convenientes aos interesses do nosso país, está Portugal a assumir implicitamente a culpa pela gesta de colonização ultramarina que, como resultado, ‘novos mundos ao mundo’ mostrou e da qual todos nós, portugueses, nos deveríamos orgulhar, uma vez que está inscrita nos livros da nossa História e na nossa memória colectiva como o que de melhor empreendemos e demos à História da humanidade”, defendeu o Chega no requerimento.

Fortaleza foi um centro de concentração de escravos angolanos e não só

Estudos indicam que, no contexto da União Ibérica, uma união dinástica entre as monarquias de Portugal e Espanha, por determinação de Filipe III de Portugal (1621-1640) foi criada uma comissão para estudar a melhoria da defesa da então vila de São Paulo de Luanda, de onde se exercia um activo tráfico de escravos em direcção ao continente Americano, e uma das fortificações propostas foi o Forte de São Francisco do Penedo.

Desde a sua primitiva edificação, constituiu-se em uma das chaves da defesa do Porto de Luanda. Foi reconstruído entre 1765 e 1766, tendo servido como um centro de concentração e/ou depósito de escravos.

Entretanto, actualmente, encontra-se em precárias condições de conservação.

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