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“Parlamento guineense não poderia ser dissolvido poucos meses após as eleições” – analista

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O cientista político Eurico Gonçalves considera que o Parlamento guineense não poderia ser dissolvido poucos meses após as eleições legislativas.

“É prematuro, mas tudo isso revela a existência de uma crise política entre o poder executivo e legislativo”, disse, ao Correio da Kianda.

Conforme publicamos anteriormente, o presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, decidiu dissolver esta segunda-feira, 04, o Parlamento, na sequência dos confrontos de quinta e sexta-feira entre forças de segurança, que considerou tratar-se de um golpe de Estado.

“O que se vive neste momento na Guiné-Bissau é uma incerteza política”, disse, Eurico Gonçalves, e por isso julga ser urgente que haja consenso entre o Presidente da República e outras forças políticas da Guiné. O contrário, Eurico pensa que “poderá desencadear em crimes políticos e instabilidade política que é característica naquele país”.

Ontem, o presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirmou que a decisão do Chefe de Estado guineense de dissolver o órgão “é um golpe de Estado constitucional”, menos de um ano após a constituição da Assembleia.

Domingos Simões Pereira foi eleito no dia 27 de Junho, presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau. Dos 92 deputados que tomaram posse, 89 votaram a favor e três contra.

Líder da coligação Plataforma da Aliança Inclusiva – Terra Ranka, o antigo primeiro-ministro, igualmente líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), obteve maioria absoluta nas eleições legislativas de 04 de Junho, com 54 dos 102 deputados da Assembleia Nacional Popular.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.