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“Parece-me apropriada”, diz Biden sobre sentença de 22 anos para polícia que matou Floyd

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O Presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, considerou ontem “apropriada” a sentença de 22 anos e meio de prisão para o antigo polícia Derek Chauvin, declarado culpado pelo homicídio do afro-americano George Floyd.

“Não sei exactamente todas as circunstâncias tidas em conta, mas parece-me apropriada” a sentença, respondeu Biden quando questionado pelos jornalistas sobre a leitura da sentença, na Sala Oval, na Casa Branca, no início de uma reunião com o homólogo do Afeganistão, Ashraf Ghani.

Alguns membros da família de George Floyd consideraram que a sentença de 22 anos de meio de prisão era insuficiente, enquanto outros consideraram que é um ímpeto para a mudança exigida no que diz respeito à justiça racial.

“Sofremos uma sentença perpétua por não termos na nossa vida, isso magoa-me de morte”, disse Rodney Floyd, irmão da vítima.

Já Terrence Floyd, também irmão de George, disse que ficou “um pouco desconfiado” com a sentença, mas mostrou-se confiante em relação ao futuro.

“Somos Floyd, somos fortes e vamos continuar fortes”, acrescentou, pouco depois de ser conhecida a sentença do antigo polícia.

Derek Chauvin, antigo polícia da cidade norte-americana de Minneapolis, foi ontem condenado a 22 anos e meio de prisão pelo homicídio do cidadão afro-americano George Floyd, em 25 de Maio de 2020.

Um ano e um mês depois do homicídio de Floyd, que desencadeou protestos massivos antirracistas e contra a violência e abusos policiais em várias cidades dos Estados Unidos (EUA) contra o racismo, Derek Chauvin, de 45 anos, compareceu hoje em tribunal para a leitura da sentença.

Chauvin voltou imediatamente para a prisão, depois da leitura da sentença. Assim como aconteceu com as sessões anteriores, o antigo polícia permaneceu apático durante a leitura da sentença.

Derek Chauvin já havia sido condenado por homicídio involuntário em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio doloso em segundo grau.

De acordo com a lei do Estado do Minnesota, é apenas ser sentenciado pelo mais grave dos crimes por que foi condenado, que tem uma sentença máxima de 40 anos.

Mas a jurisprudência determina que uma pena de 30 anos é, na prática, a sentença máxima que o juiz Peter Cahill poderá impor sem correr o risco de a mesma ser anulada em segunda instância.

O tribunal deu como privado que Chauvin asfixiou George Floyd, quando usou o joelho para pressionar o pescoço do afro-americano durante nove minutos e meio, em 25 de Maio do ano passado.

O antigo polícia ignorou os avisos do próprio Floyd e dos populares que filmaram o homicídio, que referiram que Floyd já estava inanimado e não conseguia respirar.

Em quase todos os vídeos captados era possível ouvir Floyd a dizer “I can’t breathe” (“não consigo respirar”) e a chamar pela mãe, antes de desmaiar e acabar por morrer, com o antigo polícia ainda com o joelho no pescoço e os restantes agentes a assistir.

Floyd tornou-se um símbolo de injustiça racial nos EUA e o seu homicídio levou a massivas manifestações em todo o país, sob o mote “I Can’t Breathe”, as suas últimas palavras.

A contestação foi além-fronteiras e chegou a outros países. Os protestos relançaram o debate sobre a necessidade de reformas na Polícia e de haver uma justiça igualitária e um tratamento por parte das forças de segurança que não faça distinções raciais.

Embora seja esperado que Chauvin recorra da sentença, ele será ainda julgado por acusações federais de direitos civis, juntamente com outros três agentes policiais, como ele despedidos do departamento de polícia de Minneapolis, que terão ainda de ser sujeitos a julgamento ao nível estadual.

O juiz Peter Cahill negou ontem o pedido de um novo julgamento no caso, rejeitando o argumento da defesa de Chauvin de que o julgamento foi condicionado.

Por Lusa 

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