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“Pandemia obrigou a cortar despesas na publicidade”, diz Nuno Caldas

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O Secretário de Estado para Comunicação Social reconheceu, esta sexta-feira, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), que, apesar de promover a economia nacional, o mercado publicitário foi, sem dúvida, um dos sectores que ficou afectado devido o actual contexto da pandemia no mundo e, em particular, em Angola, atingindo a tesouraria que se viu obrigada a cortar despesas com a publicidade.

Nuno Caldas Albino fez esta afirmação sobre a imposição da pandemia no mercado da publicidade durante a 1ª Conferência sobre Ética e Legislação Publicitária, organizada pela Direcção Nacional de Publicidade, órgão afecto ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, que considera uma actividade geradora de emprego, ao mesmo tempo de enorme valor para a economia nacional.

“A conferência realiza-se numa conjuntura financeira, particularmente difícil, num contexto em que se assiste a deslocação e um novo paradigma na forma de produzir conteúdos cristalizados pela migração digital, o que deve se reflectir na sua adequação a este novo paradigma. Aliás, não é meramente vaidade que o digital começa a ocupar irreversivelmente a vida das pessoas e é importante perceber qual o papel que fica reservado na indústria publicitária, em particular, a publicidade consumida nas plataformas e redes sociais”, começou por dizer, diante de directores provinciais de comunicação, conferencistas e jornalistas.

Apesar disso, Nuno Caldas é optimista ao notar que a indústria da publicidade conquistou o seu espaço, visto que, para ele, “passou a integrar o contexto do mundo empresarial e social pelos medias, encurtou distâncias, atingiu consumidores das mais variadas sociedades, cultura e classes, informando a essência de produtos, persuadindo o seu consumo e conquistando espaços simbólicos de memorização, pela construção de mensagens de forte apelo emocional e constituindo, assim, um motor inalienável da economia nacional”.

“Ela tem efectivado e promovido a concorrência, tem impulsionado a elevação dos produtos e serviços, tem promovido o financiamento e totalmente, em parte, os órgãos, empresas produtores e criativos”, continuou.

Com a realização da primeira edição da conferencia sobre ética e legislação publicitária, explicou, o Executivo angolano, por via do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, vai continuar a apoiar e incentivar o surgimento, no mercado publicitário angolano, de mais actores e intervenientes, entre eles, os anunciantes, as agencias de publicidades, os veículos de comunicação, fornecedores diversos e designers.

“Nos entendemos que, para que haja uma convivência salutar entre todos os actores, devemos todos olhar e cada vez mais para um conjunto de normas e regras que contribuirão, certamente, para a existência de relações, éticas e socialmente responsáveis para o desenvolvimento do mercado”, assegurou, acrescentando que, esta é uma oportunidade soberana para se consolidar os ganhos e as boas práticas adquiridas ao longo das últimas décadas, bem como corrigir de forma proactiva os aspectos negativos que comprometem a eficácia e a eficiência do mercado publicitário.

“Em verdade, devemos todos nós, individual e colectivamente, de forma abnegada, empregarmos o nosso saber e as nossas energias para colocar a indústria da publicidade, não só na perspectiva comercial, mas também, sobretudo, na pedagógica, educando as nossas gerações com valores humanistas e de solidariedade e, de modo a enfrentar os desafios contemporâneos em prol do desenvolvimento de uma sociedade e da economia nacional”, apelou.

“A nossa população deve perceber e coabitar com a publicidade, e as suas regras, no seu dia-a-dia, nas mais elementares coisas, ou seja, na alimentação que consomem, na habitação que devem adquirir, na compra de artigos diversos, na forma de aquisição de inúmeros serviços, ente outros”, precisou.

Para finalizar, Nuno Caldas é de opinião que, para se evitar constrangimentos entre os órgãos reguladores e as empresas, bem como dificuldades no sector da publicidade é necessário que se cumpra a Lei Geral da Publicidade, que estabelece os documentos legais para garantir as regras no mercado, embora “tem havido falta de conhecimento da mesma, o que tem gerado pesadas multas aos agentes publicitários, e, por isso, entendemos que, para o conhecimento da legislação até os principais intervenientes, é fundamental”, finalizou.

Por Pedro Kididi

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