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Sociedade

Palestra sobre anemia falciforme junta mais de 500 pessoas no Memorial António Agostinho Neto

A palestra decorreu num dos auditórios do memorial António Agostinho Neto, onde mais de 500 pessoas fizeram-se presente.

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Altas figuras do estado, membros da sociedade civil, mêdicos, enfermeiros e especialistas na área da saúde, debateram sobre a doença Falciforme, uma doença hereditária que cada vez mais tem sido incidênte no nosso País.

Dados apontam que cerca de 1000 crianças nascem por ano com a doença, um bebê a cada 100 crianças recém nascidas.

A desinformação e a pouca divulgação desta doença nos mídias, tem feito com que vários portadores desta patologia passem pelo preconceito racial, o que para muitos especialistas em saúde pública, defendem haver necessidade de maior divulgação com o objectivo de ampliar a discussão sobre a doença

E foi a pensar nesta discussão, que associação Pett-Coeur, fundada em frança por uma Angolana, reuniu vários especialistas no Memorial António Agostinho Neto, onde palestrantes de vários países ministraram, e ensinaram sobre os cuidados a ter tanto na alimentação, como no dia-a-dia com doentes falciforme.

Em entrevista ao Correio da Kianda, Ariete dos santos richard, Presidente e fundadora da associação petit-Couer, especializada em anemia falciforme, disse que a palestra teve como objectivo, discutir, dar a conhecer, e ajudar doentes com esta doença a terem um pensamento positivo.

“O principal objectivo desta palestra é falar da anêmia, e procurar divulgar mais sobre esta doença em Angola. Disse!

Ariete, não escondeu a sua satisfação, pelo apoio prestado, tanto pela sociedade civil, por empresários, pessoas particulares e pelo governo provincial de Luanda, e promete levar a ação solidária á outras partes de Angola.

“Eu tive apoio do meu grupo do watssup, nós temos um grupo onde falamos de tudo sobre anemia e tive apoios tambem de outras pessoas, e ja estamos a pensar em proximas actividades do genero, a ideia é levar o conhecimento á todos. Concluiu!

O correio da Kianda entrevistou também cidadãos que sofrem desta mesma doença, as opiniões são quase unânimes, a falta de divulgação e de apoio por quem de direito tem sido um grande problemas, sem se esquecer do preconceito racial a que muitos estão sugeitos conforme contou-no Emelinda Manuel, uma jovem de 35 anos proveniente de cacuaco.

“Estou perto de completar 39 anos. Se me perguntassem há dez anos se eu me imaginava aqui, a resposta provavelmente seria não.Mas também, se me perguntarem daqui a dez anos se eu sei onde vou estar, a resposta seria igualmente “não”. Procuro viver intensamente cada dia.

Acordo cansadíssima, e cada pequeno esforço é uma luta que eu travo arduamente, sem reclamar, Porque tem dias que eu também acordo cheia de disposição pronta para fazer muitas coisas, as vezes me entristeço de pensar que talvez não possa mais trabalhar como fazia, para não falar da falta de apoio que pouco temos neste País, e da descriminação, Lamentou!

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