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Economia

País reduziu para KZ 87 mil milhões gasto de consumo de energia

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O país reduziu de 230 mil milhões de Kwanzas para 87 mil milhões de Kwanzas, os gastos de compra de gasoleo para a produção de energia eléctrica, nos últimos dois anos, como resultado dos projectos estruturantes do sector eléctrico.

De acordo com a Angop, o país passou a poupar 143 mil milhões de kwanzas desde que deixou de comprar toneladas métricas de diesel para grupos geradores.

Actualmente, no quadro dos investimentos feitos pelo Governo, o país passou a ter uma produção instalada  de energia na ordem dos  5.9 megawtts, uma capacidade considerada como “boa”, pelo Secretário de Estado da energia, António Belsa da Costa, quando intervinha esta terça-feira, em Luanda durante o Café-Cipra que abordou os investimentos do país no sector da energia electria nos últimos cinco anos.

O potencial actual conta com mais  3. 342 megawatts de produção de energia hídrica, além da térmica e híbrida.

Um dos maiores ganhos registados, neste quinquénio, segundo o responsável, foi a interligação do sistema Norte com o Centro do país, que permitiu reduzir significativamente o consumo de combustível  para a produção de energia eléctrica, a nível do país.

A referida interligação foi através da linha de transporte da barragem hidroeléctrica de Cambambe (Cuanza Norte), Gabela (Cuanza Sul) a Quileva (Lobito), província de Benguela.

Falando na 6ª Edição do “CAFÉ CIPRA”,  iniciativa do Centro de Imprensa da Presidência da República, António da Costa realçou, de igual modo, os projectos da barragem hidroeléctrica de Cambambe, hoje com a sua primeira fase modernizada, o Laúca, um dos maiores projectos hidroeléctrico do país, com uma capacidade de 2.072 megawatts, entre outros produtos.

Dos “grandes” projectos estruturantes, destacou também o da diversificação da matriz energética, o Ciclo Combinado do Soyo, uma central térmica a gás de produção de energia,  com a capacidade para 750 megawatts.

No campo das energias limpas, o país conta com oito  centrais fotovoltaicas, que vão  cobrir  algumas zonas com défice de energia.

Entre  os maiores projectos consta as duas centrais em construção  no Biopoio e Baía Farta, em Benguela, com 188,8 Mw e 86 MW,  respectivamente.

Conforme explicou, o Executivo aprovou  projectos de implantação de centrais solares, abrangido, além de Benguela, as localidades do Cuito (Bié), Luena (Moxico), Bailundo (Huambo) e Saurimo (Lunda Sul).

Em curso estão os projectos de interligação do  sistema do Huambo/Lubango,  Lubango/Cahama, Cahama/Baynes, este  último a ser  erguido entre Angola e Namíbia.

O mesmo terá  a capacidade de 600 megawtts, a razão de 300 megawatts para cada país.

Segundo disse, os  investimentos aplicados impactaram positivamente na estabilização do financiamento de energia eléctrica no país.

A título de exemplo, dos resultados dos  projectos, fez referência em torno do nível de produção e fornecimento de energia eléctrica sem restrições, mesmo com a redução das quedas pluviometricas registadas este ano.

Mas, admitiu a necessidade de o país ter mais potência, com a construção de subestações alternativas, para que a população não sinta quando for necessário efectuar-se manutenção no sistema.

Entretanto,  será preciso mais investimento na rede de distribuição, para se  fazer face ao superavit de energia registado no sector.

C/Angop

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