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Economia

País gasta por ano 2,5 mil milhões com importação de alimentos

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O Presidente da AIPEX, Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola, disse que o país gasta todos os anos, 2,5 mil milhões de dólares na compra de alimentos.

Lello Francisco lamenta o facto de o país continuar a gastar com importações de bens alimentares que deviam ser produzidos em Angola.

“Espero que todo o mundo tenha ciência disso. Pelo menos 2.5 mil milhões de dólares… mas é para comprar o quê? Comida!…” explicou, acrescentando que se se adicionar à equação, “o que a gente gasta, a indústria têxtil e colocarmos mais os medicamentos, aí são cinco mil milhões de dólares. E estamos a falar de bens que o país tem condições para produzir localmente”.

O Presidente da AIPEX está a trabalhar com as administrações municipais para facilitar o investimento local. Lello Francisco falava ontem, na província do Bengo, durante um seminário de capacitação sobre investimento privado.

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Radio Correio Kianda

Sociedade12 minutos atrás

Corrupção e má conduta podem levar 127 polícias à expulsão Um total de 127 efectivos da Polícia Nacional está na iminência de ser expulso da corporação por envolvimento em diversas infracções disciplinares, entre as quais corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. A informação foi divulgada pela própria Polícia Nacional, que indica que os processos disciplinares decorrem a nível nacional e podem resultar na expulsão dos agentes envolvidos. Entre as infracções apontadas estão homicídio voluntário e frustrado, negociação de empregos públicos, violação dos deveres funcionais e recepção indevida de dinheiro, além de outras condutas consideradas incompatíveis com o exercício da função policial. A medida surge depois de 59 efectivos terem sido já expulsos da corporação, igualmente por práticas de corrupção, burlas, má conduta e realização de escoltas ilegais. Em reacção à medida, o sociólogo Agostinho Paulo considera que a actuação das estruturas superiores da Polícia Nacional pode funcionar como um mecanismo de prevenção e de dissuasão para os restantes efectivos. Para o especialista, a responsabilização dos agentes envolvidos em práticas ilícitas pode contribuir para reforçar a disciplina e chamar a atenção dos demais membros da corporação para a necessidade de respeitarem as normas e os deveres inerentes à função policial. No entanto, Agostinho Paulo alerta para um possível efeito negativo das expulsões: a redução do número de efectivos disponíveis para assegurar o policiamento nos comandos municipais e provinciais. O sociólogo entende que a saída de dezenas de agentes poderá criar dificuldades em determinadas unidades policiais, sobretudo nos locais onde os efectivos afastados desempenhavam funções operacionais. “Do ponto de vista institucional, este número criou baixas e esta redução poderá afectar os postos onde eles estavam”, considerou. Agostinho Paulo apela, por isso, aos demais efectivos da Polícia Nacional para que revejam o seu comportamento e cumpram rigorosamente os deveres profissionais, de modo a preservar a imagem e a credibilidade da instituição que representam. Enquanto isso, os processos contra os 127 efectivos continuam, sendo que a eventual expulsão dependerá da conclusão dos respectivos procedimentos disciplinares

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