Sociedade
Padres defendem turismo religioso inclusivo na Muxima
Responsáveis da Igreja Católica em Angola defenderam a necessidade de o país apostar num turismo religioso mais inclusivo e acessível, com destaque para a Vila da Muxima, considerada um dos principais centros de fé do país.
O padre Daniel Malamba sublinhou que o turismo religioso deve ser pensado para todas as classes sociais, com especial atenção às populações mais desfavorecidas. Segundo o sacerdote, é fundamental criar condições que permitam aos peregrinos deslocarem-se com regularidade ao santuário, garantindo alojamento, transporte e outras infraestruturas básicas.
“O turismo religioso não é para a classe alta, mas para a classe baixa. É preciso criar condições para que os peregrinos possam ir e regressar”, afirmou, apontando os elevados custos de transporte e a falta de infraestruturas como principais obstáculos ao acesso dos fiéis.
Para o religioso, a presença do Papa Leão XIV na Muxima representa uma oportunidade para impulsionar o turismo religioso e dinamizar a economia local, mas alertou para a necessidade de políticas públicas que assegurem acessibilidade e inclusão.
Por sua vez, o Cónego Apolónio Graciano destacou a importância das mensagens deixadas pelo Papa Leão XIV e pelo Presidente da República, João Lourenço, considerando que ambos demonstraram sensibilidade às preocupações da população.
As declarações foram feitas à saída do encontro entre o Sumo Pontífice, o Chefe de Estado e representantes religiosos, tradicionais, culturais e da sociedade civil, realizado no Salão Protocolar da Presidência da República, na nova Marginal de Luanda.
Apolónio Graciano sublinhou ainda o apelo à responsabilidade colectiva, defendendo que os angolanos devem “arregaçar as mangas” e contribuir activamente para o desenvolvimento do país, em linha com o reforço do envolvimento da Igreja Católica no progresso nacional.
