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Os Partidos em Angola Perdem-se por falta de conhecimento e exploração de Marketing Político e Eleitoral: Redes Sociais Part. 1

Diavita Alexandre Jorge

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O marketing político, apesar da existência de uma pluralidade de conceitos e olhares sobre ela, perspectiva estas arquitectadas por diversos estudiosos das diversas áreas ou sectores das ciências sociais. Mas encontramos a sua maior expressão na Ciência Política, Sociologia Política e Gestão de Marketing, sem o cunho político. Dos diversos conceitos existentes sobre marketing político, podemos compreende-la como um conjunto de técnicas e procedimentos que tem como objectivo primordial, adequar tacitamente um político, um candidato/a ao seu potencial eleitorado ou público em geral, procurando captar a partir do primeiro momento a sua atenção e visão. E, em seguida, mostrar a diferença existente entre ele e os seus adversários políticos. Como é óbvio, mostrar que ele está melhor posicionado, capacitado e preparado para cumprir com a exactidão às aspirações e materializar os seus sonhos. Aqui torna-se importante, sublinharmos que, o adequar o político ou o candidato ao potencial eleitorado ou o público, pressupõe a dizer, saber rigorosamente o que eles pensam e o que eles querem(desejo) num ou em determinado momento e contexto político-económico em que o país se encontra. Portanto, a partir destas informações, tornara possível, a elaboração e compatibilização do discurso do político, do candidato/a com anseios do eleitorado ou do público, fazendo com que, no fundo eles se posicionem.

Não é menos verdade também que, a “natura”do discurso do político ou do candidato/a deve ter dois polos de gravitação e produzir um matrimonio sem direito à divorcio dos interesses das massase das elites(política, económica, cultural, religiosa, desportiva, etc.). Estas duas figuras classificatórias da sociedade, devem sentir-se identificado com o político ou o candidato/a e o seu discurso (mensagem), e importante, abraçarem aquilo que os filósofos alemães chamam de “weltanschauung”, a visão do mundo (do político ou do candidato/a). O marketing político, na realidade, para além de ser algo em constante permanência, ela está relacionado com a formação da imagem, do modelo, do tipo de político ou candidato/a que o eleitorado ou o público quer, em longo prazo.

O marketing político, ela diferencia-se do marketing eleitoral. Elas não são a mesma coisa. O marketing político é mais amplo, ela não se esgota com término das campanhas eleitorais, ela vai mais além, é um processo contínuo e regular. Já o marketing eleitoral, ela consiste em subtrair e implantar algumas técnicas do marketing político e comunicação social, integrando-os de forma simples, sucinta e clarificadora para conquistar a aprovação e simpatia da sociedade (eleitorado). Isto, construindo uma imagem do candidato que seja sólida e consiga transmitir confiabilidade e segurança à população votante e conseguir elevar a sua posição e nome a nível da opinião pública como advoga o nosso amigo, Eloá Muniz. Possui uma função de conseguir fazer passar a mensagem do político, do candidato/a de forma adequada, simples e transparente junto do eleitorado ou público.

O mundo hoje assenta sobre os cânones da tecnologia, a sociedade está cada vez mais globalizado. E as redes sociais estão no centro de interacção entre o político e o eleitorado. O seu papel no fundo é de estabelecer a ponte. Ora bem, se partimos do princípio estatutário de que a comunicação social, é o quarto poder, por causa da sua capacidade de influenciar a opinião pública e conscientizar a sociedade. Os políticos, os seus conselheiros e assessores sabem a priorique os médias; televisão, rádio e imprensa (em papel e virtual)possuem a capacidade de expandirem as suas mensagens como também criarem emoções compulsivas fortes, isto, de neutralizar ou validar uma determinada figura política ou destruir-lhe (figuradamente). Em relação as redes sociais, é aquilo que denominamos por e-marketing político, que funciona como mecanismo de acrescento no valor do político, do candidato/a ou do partido político para atingir os seus objectivos, actuando desta forma para atingir um segmento específico de eleitores ou potenciais eleitores (principalmente os mais jovens) na sociedade.

As redes sociais contribuem para a uma maior organização, difusão, instrumentalização e mobilização social e político. Ampliando o nome, imagem, ideias e reconhecimento do político, candidato/a, partido ou coligação dos partidos políticos junto dos eleitores (principalmente os usuários); que vão tornando as mensagens políticas, o nome e imagem do político, candidato/a ou uma certa organização política viral, produzindo um aumento exponencial do seu alcance. Suprimindo o espaço temporal, fronteiras e permitindo uma comunicação instantânea entre duas ou mais pessoas, um grupo ou mesmo uma comunidade em diferentes pontos do mundo – criando uma sensação de estarem próximos, na presença de um do outro. Portanto, uma aldeia global.

As redes sociais, cada vez mais vão tornando um espaço por excelência de debate político, uma caixa-de-ressonância, local onde os excluídos, os sem vozes conseguem exprimir e exercer a sua liberdade de expressão sem controlos, nem tão pouco filtros do seu pensamento e o seu sentimento de proximidade com um político, candidato/a ou um partido. As mensagens dos políticos ou candidato/a podem ser postadas, partilhadas e arquivadas para posteriores consultas apenas com um clique. Embora a televisão continua a ter o seu espaço garantido e a sua hegemonia, mas as redes sociais e outras plataformas digitais vão ganhando cada vez mais corpo e transformarem-se numa ferramenta fundamental para a política e para os políticos. Os seus consumidores cada vez mais, estão a ficar familiarizados com as redes sociais, possuem as informações que querem e quando querem, possibilitando também uma interacção directa com os políticos quando estes resolvem estar na tribuna (on-line) e manter um debate crítico e construtivo sobre o país no âmbito da democracia participativa. É comum hoje vermos os políticos a criarem blogues, webpages, myspace, etc., onde é transformado em ferramentas poderosas de debate e discussão de ideias sobre a governação. É através das redes sociais que os políticos podem manter uma interacção viva e regular com o eleitorado e captar apoios e reorientar a visão dos cidadãos/eleitores sobre o seu projecto político e perspectiva sobre a governação.

Suportes ou plataformas digitais constituem um espaço de uso e interacção regular por uma camada específica da nossa população, os jovens, que representam o grosso do nosso eleitorado e o segmento da sociedade que mais interessado está, nesta nova dinâmica política que o país está a viver. Embora, considero que temos ainda um défice maior de participação política e cívica do cidadão nas questões referente a administração do Estado. Porque, as democracias participativas, hoje, são vistas como complemento directo da democracia representativa, os cidadãos não abdicam na totalidade os seus direitos a uma estrutura de representação, os partidos, parlamento, etc. Mas reservam também para si, o direito de discussão e fiscalização da acção governativa. Que é uma fiscalização extra-parlamentar ou extra-institucional. Embora da existência de instituições legitimadas para o efeito, tal como é o caso do Parlamento que exerce uma fiscalização política e outras Instituições Superiores de Controlo, tal como é o caso do Tribunal de Contas (TC), a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), a Inspecção Geral de Finanças (IGF) e os Conselhos Fiscais (CF) que exercem o controlo financeiro público. Mas para haver uma participação de qualidade é necessário que haja informações coerentes, e esta ainda é muita tímida no nosso país.

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