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A voz do Cidadão

Os cinco poderes de Luther Rescova

Redação

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O passamento físico do nosso camarada e governador do Uíge, Sérgio Luther Rescova, que foi a enterrar nesta segunda-feira, 12, demonstrou que a perda humana ultrapassa a cor partidária, pois, até os indecisos e apartidários continuam a lamentar a morte do jovem governador. Iniciou a sua trajectória na JMPLA, onde rapidamente destacou-se por reunir um conjunto de características que o despontaram como um verdadeiro líder.

Os líderes, normalmente, são admirados porque apresentam certos traços de personalidade que os difere da maioria. É um poder popularmente conhecido por carisma, e os líderes carismáticos emanam admiração e desejo de se parecer com ele e, se possível, trabalhar ao lado deste.

A sua trajectória política o remete ao poder que pode ser analisado em várias perspectivas, mas, neste poste, em particular, vamos cingir o nosso olhar aos cinco poderes nomeadamente: o Poder de Coercivo, Recompensa, Competência, Referência e o Poder Legitimado. Quando um líder reúne estas características, facilmente caminha para a esfera dos líderes apoiados na organização, o que foi o seu caso. Verdade seja dita, Rescova foi um líder que granjeou apoio interno e externo. E quando o líder reúne consenso interno e externo, passa a ser um homem apoiado nas próprias qualidades, o que gera seguidores.

O meu amigo Luther Recova, que já mereceu um texto no meu mural, quando recebeu o presidente da república nas vestes de governador provincial de Luanda, onde dediquei a atenção, sobretudo, à oratória assente nos marcos da Estética de Comunicação e Análise de Conteúdo, arrancou o meu coração de tal sorte que voltei a escrever mais uma vez, embora com a tristeza de que as emoções contidas neste texto não lhe serão partilhadas, tão pouco transmitidas como a primeira vez. Assim, o meu coração vai chorar…

Na análise dos cinco poderes, tal como nos referimos atrás, o Poder de Recompensa, Coercivo, Legitimado, Competência e de Referencia apoiava-se sobretudo nos dois últimos. Pois, através da sua competência passou a ser uma fonte de conhecimento, orientação e inspiração. Rescova ensinou muitos jovens, orientou tantos outros e inspirou centenas no partido, governo e fora destas duas esferas.

O poder de referência fez com que Rescova fosse um líder com o qual as pessoas gostavam de se identificar. Os ídolos com os quais nos identificamos variam de acordo o meio onde estamos inseridos e aqueles que estavam inseridos no mundo da política de modo particular na JMPLA, MPLA e na OMA, bem como as outras organizações da sociedade civil e apartidários identificavam-se com um líder que não era “cheio de não me toques”. Rescova foi um líder de trato fácil e amigo de todos.

Por favor, deixem-me chorar o Rescova com a promessa de que não vou molhar o texto, talvez o teclado.
Comunicar é a nossa missão.

Por: André Sibi (Associação dos Comunicólogos de Angola)

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