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Organizações das Nações Unidas lançam iniciativa para prevenção do VIH

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Cinco organizações das Nações Unidas lançaram a iniciativa ‘Education Plus’, que pretende “acelerar acções e investimentos para prevenir o VIH” na África subsaariana, onde, semanalmente, 4.200 jovens mulheres são infectadas com o vírus da imunodeficiência humana.

A iniciativa resulta de uma colaboração de cinco organizações da ONU: Programa das Nações Unidas sobre o VIH/Sida (Unaids), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a População (Unfpa), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e ONU Mulheres.

“Sabemos que manter raparigas na escola secundária pode reduzir o seu risco de infecção com VIH em um terço ou mais em lugares onde o VIH é comum. Reduz o risco de casamento infantil, gravidez na juventude e violência de género e sexual e pode fornecer às meninas competências importantes para a sua emancipação financeira”, afirmou a diretora executiva da Unaids, Winnie Byanyima, citada num comunicado.

As organizações apelam aos países para usarem os seus sistemas de educação como um ponto de entrada para “os elementos essenciais de que estas raparigas adolescentes e mulheres jovens necessitam à medida que se tornam adultas”, incluindo através de uma “educação sexual compreensiva, saúde e direitos sexuais e reprodutivos — como a prevenção do VIH, liberdade de violência de género e emancipação financeira através de transições escola-trabalho”, acrescenta a nota.

O documento assinala também que a pandemia de covid-19 trouxe uma “preocupação urgente” com a educação e com os seus impactos socioeconómicos, que “aumentaram a exposição de crianças e jovens mulheres à violência de género, casamentos infantis e gravidezes indesejadas”.

Estes factores aumentaram também “os riscos de mortalidade materna e destacaram a vulnerabilidade de se adquirir VIH” e que “as crianças em África subsaariana estão particularmente em risco de não regressarem à escola”.

A iniciativa ‘Education Plus’ pretende defender “reformas sensíveis” a nível de políticas, leis e práticas para “garantir a educação, saúde e outros direitos sociais e económicos para adolescentes e jovens”.

“Isto inclui mudanças nos requisitos de consentimento parental e a eliminação das taxas quando adolescentes acedem a serviços básicos de VIH e outros serviços de saúde sexual e reprodutiva”, acrescenta o comunicado.

Os organismos oficiais dizem existir cerca de 38 milhões de pessoas com VIH/sida em todo o mundo e estima-se que, em 2019, 1,7 milhões contraíram o vírus, uma redução de 23% desde 2010.

A nível mundial, nomeadamente em África, um dos continentes mais afetados pela sida, registaram-se interrupções nas medidas de luta contra o vírus.

Segundo a Unaids, seis em cada sete novas infeções com VIH em adolescentes entre os 15 e 19 anos na África subsaariana são mulheres, sendo a principal causa de morte entre raparigas nesta faixa etária, tendo matado cerca de 136.000 pessoas em 2019.

Por Lusa

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