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Organização ambiental apela a maior investimento na economia azul em Angola

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A organização não-governamental de defesa da natureza e do ambiente MINUTO VERDE defende um reforço significativo do investimento na economia azul em Angola, considerando-a uma das principais oportunidades estratégicas para a diversificação económica e o desenvolvimento sustentável do país.

A entidade sublinha que a vasta costa atlântica angolana, os recursos marinhos existentes e o potencial dos ecossistemas costeiros e aquáticos colocam o país numa posição privilegiada para o desenvolvimento de uma economia baseada no uso sustentável do mar e dos recursos hídricos.

A economia azul é definida como o conjunto de actividades económicas ligadas aos oceanos, mares e rios, promovendo simultaneamente crescimento económico, criação de emprego, segurança alimentar e preservação ambiental, abrangendo sectores como pescas, aquicultura, transportes marítimos, turismo costeiro, energias renováveis oceânicas, logística portuária e conservação marinha.

Com cerca de 1.650 quilómetros de costa, Angola é apontada como um dos países com maior potencial marítimo da África Austral, reunindo condições para consolidar uma economia azul robusta, sustentada pela biodiversidade marinha, posição geoestratégica e capacidade pesqueira.

Apesar desse potencial, o MINUTO VERDE alerta para diversos desafios que continuam a limitar o desenvolvimento do sector, destacando-se a pesca ilegal, a exploração excessiva dos recursos marinhos, a poluição costeira, a fraca fiscalização marítima e a insuficiência de infra-estruturas de conservação e transformação do pescado.

A organização aponta ainda a fragilidade das cadeias de valor, a falta de educação ambiental e a vulnerabilidade das comunidades costeiras face às alterações climáticas como factores críticos que exigem respostas estruturais.

Outro ponto de preocupação prende-se com a pressão crescente sobre zonas húmidas e ecossistemas costeiros, fundamentais para a reprodução de espécies marinhas, protecção contra a erosão e equilíbrio ambiental.

O MINUTO VERDE considera, no entanto, positivas as iniciativas nacionais e internacionais em curso para promover a economia azul em Angola, incluindo programas de cooperação e apoio à governação oceânica e à adaptação climática.

A organização defende que o sucesso deste sector dependerá da implementação de políticas públicas integradas, sustentáveis e inclusivas, com participação activa das comunidades locais, pescadores artesanais, jovens, mulheres e organizações ambientais.

Entre as principais recomendações, destaca-se o reforço da fiscalização contra a pesca ilegal, a protecção dos ecossistemas marinhos, o investimento em investigação científica, a promoção da educação ambiental, o apoio às comunidades pesqueiras e a expansão das áreas marinhas protegidas.

A instituição defende ainda o incentivo à aquicultura sustentável, a criação de empregos verdes ligados ao mar, a promoção do turismo ecológico costeiro e o fortalecimento da cooperação regional e internacional.

Na sua visão, a economia azul deve ser encarada não apenas como uma oportunidade económica, mas também como um instrumento de conservação ambiental, justiça social e segurança alimentar.

O MINUTO VERDE conclui que, com investimento adequado e governação eficiente, a economia azul pode contribuir para a diversificação da economia angolana, a redução da dependência do petróleo e o aumento do rendimento nacional, desde que seja implementada de forma responsável e sustentável.

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