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Organização alerta para surgimento de doenças após inundações em Luanda

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As intensas chuvas que caem um pouco por toda a parte em Luanda, desde sábado, 04, acenderam o alerta das organizações ambientais. Os vários pontos de alagamento podem comprometer o saneamento básico, a mobilidade urbana e a saúde pública.

A denúncia foi feita hoje, ao Correio da Kianda, pela Minuto Verde. Num comunicado, a organização ambiental disse que “as chuvas, embora essenciais para o equilíbrio ambiental, quando associadas à insuficiência de sistemas de drenagem, ao acúmulo de resíduos sólidos e à ocupação desordenada do solo, acabam por gerar impactos negativos significativos”.

Dentre os problemas, a organização listou a contaminação de águas, a proliferação de doenças e a degradação do ambiente urbano.

“As águas das chuvas, ao entrarem em contacto com resíduos depositados de forma inadequada, esgotos a céu aberto e substâncias poluentes, tornam-se veículos de contaminação, podendo provocar doenças como cólera, diarreias, infecções cutâneas e outras enfermidades de origem hídrica”, alerta a Minuto Verde.

A organização ambiental chamou, igualmente, atenção para outra problemática advinda da dificuldade de escoamento das águas das chuvas, que ao “entrarem em contacto com resíduos depositados de forma inadequada, esgotos a céu aberto e substâncias poluentes, tornam-se veículos de contaminação, podendo provocar doenças como cólera, diarreias, infecções cutâneas e outras enfermidades de origem hídrica”.

Doença número um em mortes em Angola, a malária também não ficou de fora do comunicado da Minuto Verde:

“A inundação de residências, ruas e espaços públicos contribui para a disseminação de vectores como mosquitos, aumentando o risco de doenças como malária, bem como para a degradação da qualidade de vida das populações afectadas”.

Como medidas urgentes, para fazer frente às chuvas em Luanda, que comumente caem com maior força no mês de Abril, a Minuto Verde recomendou o reforço e manutenção dos sistemas de drenagem urbana; gestão eficiente de resíduos sólidos; ordenamento do território e controlo da ocupação urbana; educação ambiental contínua; monitorização e resposta rápida a situações de emergência climática.

“Através de uma abordagem preventiva, participativa e sustentável será possível reduzir os impactos das chuvas e proteger a saúde pública, o ambiente e os bens das populações”, finaliza o comunicado.

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