Sociedade
Organismo africano alerta que crescimento económico continua incapaz de travar pobreza em Angola
A economia angolana deverá crescer apenas 2,3% em 2026, um ritmo considerado insuficiente para responder ao rápido aumento da população, reduzir a pobreza e criar emprego em escala compatível com as necessidades do país.
A conclusão é do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Económico e Social de África (Cedesa). Esta organização entende que Angola enfrenta uma situação que descreve como “fragilidade resiliente”, marcada por uma estabilidade macroeconómica aparente, mas sustentada em bases estruturalmente frágeis.
Com estas observações, o Cedesa alerta para o aumento da pressão sobre escolas, hospitais, infra-estruturas urbanas e sobre o mercado de trabalho, fundamentando que a combinação entre a dependência do petróleo, desaceleração da diversificação económica, fragilidades do sistema financeiro e o aumento da incerteza política, à medida que se aproximam às eleições gerais de 2027, contextos que colocam o país perante um cenário de vulnerabilidade crescente no médio prazo.
O desfasamento entre o crescimento económico e expansão demográfica significa que, mesmo com indicadores macroeconómicos relativamente estáveis, a economia angolana não consegue gerar riqueza suficiente para melhorar de forma significativa as condições de vida da população.
