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Oposição senegalesa contesta candidatura de Macky Sall à ONU

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O ex-presidente do Senegal, Macky Sall, que governou o país de 2012 a 2024, enfrenta forte oposição interna à sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Críticos e organizações da sociedade civil acusam Sall de violar direitos políticos durante os seus últimos anos no poder, incluindo repressão de manifestações e prisão de opositores, bem como de manipular dados económicos, ocultando a verdadeira dimensão da dívida pública senegalesa.

Pape Abdoulaye Touré, do coletivo Families of Martyrs, disse em entrevista coletiva que Sall “não merece ocupar um cargo internacional de tanta relevância, quando deixou um legado marcado por violência política e irregularidades económicas.” O grupo responsabiliza o ex-presidente por incidentes que resultaram em dezenas de mortos durante manifestações e pela fragilização das contas públicas do Senegal.

Em contrapartida, Sall recebeu apoio diplomático internacional. Na segunda-feira, Burundi, que atualmente preside a União Africana, indicou-o formalmente como candidato ao cargo de secretário-geral da ONU, sinalizando uma base de respaldo no continente africano. Especialistas em relações internacionais apontam que a candidatura de Sall coloca em evidência o debate sobre a ética e a legitimidade de líderes nacionais que aspiram a cargos globais, ao mesmo tempo que desafia a diplomacia africana a equilibrar interesses regionais e credibilidade internacional.

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