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Cultura

Ondjaki e Jordi Burch juntos “para pendurar a palavra gravidade” em exposição no centro Camões

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Foi inaugurada nesta quinta-feira, 14, a exposição de fotografia e poesia “Para Pendurar a Palavra Gravidade”, de Jordi Burch e Ondjaki, no Camões- Centro Cultural Português em Luanda, estando a disposição dos mantes da arte até ao dia 26 de Maio próximo.

A exposição, em parceria com a galeria This Is Not a White Cube, é realizada na véspera das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, a celevrar-se a 5 de maio, apresentam um estímulo visual pelas imagens de Jordi Burch que desafiam as noções de equilíbrio interno e ordem. As fotografias são acompanhadas ou invadidas pelo desenho das palavras de Ondjaki. Uma dança a dois, onde a presença da imagem se liga simbioticamente à poesia em Língua Portuguesa, celebrando assim uma língua que une mais de 260 milhões de pessoas em todo o mundo.

O 5 de maio foi instituído em 2019, na Conferência Geral da UNESCO como dia da Língua Portuguesa, um idiota que é o oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

 

Sobre os autores

Jordi Burch nascido em Barcelona no ano de 1979, passa a viver em Portugal em 1981. Estudou fotografia no Ar.Co– Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa. Em 2008 passa a viver entre São Paulo e Lisboa. Entre as suas atividades mais recentes destacam-se as exposições neighbourhood na Bienal de Arquitetura de Veneza e Centro Cultural de Belém (Lisboa), as durações do rasto na Fundação Iberê Camargo, Brasil, furo na Janaina Torres Galeria em São Paulo e como coisa real por fora, como coisa real por dentro na galeria das Salgadeiras em Lisboa. Em 2018 publica o livro como está o início depois do fim? pela editora Tinta da China.

Ondjaki, nasceu em Luanda em 1977. É licenciado em Sociologia pelo ISCTE (Portugal) e doutorado em Estudos Africanos (L’Orientale, Napoli/Itália). Prosador e poeta, também escreve para cinema. É membro da União dos Escritores Angolanos. Recebeu os prémios Sagrada Esperança (Angola, 2004); Conto – APE (Portugal, 2007); FNLIJ (Brasil, 2010& 2014); JABUTI juvenil (Brasil, 2010); prémio José Saramago (Portugal, 2013) e prémio Littérature-Monde (França, 2016) com o livro Os Transparentes. Está traduzido para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio e sueco. Ocasionalmente, é professor de escrita criativa.

 

 

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