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OMS pede cerca de 31 mil milhões de dólares para vacinas e tratamentos contra Covid-19

Redação

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A iniciativa ACT Accelerator, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para investigar vacinas, diagnósticos e tratamentos contra a COVID-19 e garantir que sejam acessíveis em todo o mundo, requer um financiamento de 31.300 milhões de dólares, anunciaram os responsáveis do programa esta sexta-feira.

O programa até agora só recebeu 3.400 milhões de dólares, pelo que precisa de 27.900 milhões adicionais e 13.700 milhões destes de maneira urgente, explicaram os principais responsáveis da ACT numa conferência presidida pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Precisamos da colaboração ativa de governos, indústria, sociedade civil e comunidades”, assinou o especialista etíope, que concluiu que “para que as ferramentas da luta contra a COVID-19 sejam realmente efetivas precisam de um ingrediente essencial, a solidariedade”.

A iniciativa fixou entre os seus objetivos principais o envio até meados de 2021 de 500 milhões de testes e 254 milhões de tratamentos a países em desenvolvimento.

Também projeta a produção de 2.000 milhões de doses de imunização contra a COVID-19, metade delas destinadas a países de rendimentos médios e baixos, antes do final do próximo ano, embora este objetivo dependa do sucesso de algum dos mais de 200 laboratórios que procuram uma vacina.

A divisão de vacinas requer um investimento de 18.100 milhões de dólares, mais de metade do total, segundo indicou a chefe de investigação científica da OMS, Soumya Swaminathan, que recordou que 15 das vacinas candidatas estão já em fase clínica, ou seja, a ser testadas em humanos.

O ACT Accelerator foi lançado a 24 de abril numa cerimónia que contou com a participação de chefes de Estado e Governo da Europa, América Latina, África e Ásia, assim como por entidades como a Fundação Bill & Melinda Gates.

A sua principal finalidade é garantir a disponibilidade de fármacos, testes e vacinas contra a pandemia a preços acessíveis por parte de todos os países, considerando-os bens públicos, de possível sem estarem sujeitos a licença, que possam ser produzidos e distribuídos em todas as regiões do mundo.

 

EFE

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