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Sociedade

OMS alerta para aumento de casos de cólera em dez países africanos

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A Organização Mundial de Saúde afirmou esta quarta-feira, 07, que no mês de Janeiro houve um aumento grave dos casos de cólera em dez países da África Oriental e Austral e alertou para o risco de uma epidemia.

Segundo a OMS, os países mais afectados são a Zâmbia e o Zimbabwe, enquanto Moçambique, a Tanzânia, a República Democrática do Congo (RDC), a Etiópia e a Nigéria registaram surtos activos de cólera, com um total de 26 mil casos e 700 mortes.

A gestora de emergências do Gabinete Regional da OMS para África, Fiona Braka, que falava por teleconferência a partir de Brazzaville, a capital da República do Congo, disse que as alterações climáticas e os conflitos estão a alimentar o fogo. Inundações, ciclones e secas reduzem o acesso à água potável e criam um ambiente ideal para o desenvolvimento da cólera”,

Fiona Braka disse que na Zâmbia, a vacinação contra a cólera começou nas comunidades mais afectadas, com o objectivo de vacinar 1,7 milhões de pessoas, enquanto no Zimbabwe a cobertura está prevista para 2,3 milhões de pessoas.

De recordar que na passada sexta-feira, 02, os Estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral realizaram uma cimeira virtual devido o surto de cólera que assola a região, tendo, na ocasião, o presidente em exercício da SADC alertado para a necessidade de se traçar um plano integrado para conter a propagação transfronteiriça da doença.

“A nossa luta contra a cólera exige mais do que o simples tratamento médico, ela requer uma estratégia abrangente que integre a promoção da saúde nas comunidades, cuidados de saúde de qualidade, gestão eficaz de casos e o uso estratégico de vacinas orais contra a cólera, como medida preventiva”, disse, João Lourenço, tendo ressaltado que muitos desses países “dispõem de recursos limitados para aquisição de produtos médicos, vacinas, testes e reagentes laboratoriais, para a prevenção e a gestão adequada e oportuna dos casos”.

“Nossa luta contra a cólera exige mais do que tratamento médico”