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OMS adverte países que não levam a sério ameaça do Covid-19

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu hoje que há países que não levam a sério a ameaça do surto de Covid-19 e pediu total empenho dos governos na luta contra a epidemia.

“Preocupa-nos que alguns países não estejam a levar suficientemente a sério o problema ou que tenham decidido que não podem fazer nada”, disse numa conferência de imprensa o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O responsável alertou que o novo coronavírus não se trata de um exercício e que a hora não é de desistir, mas de “dar tudo”, lamentando que “uma longa lista de países” ainda não mobilizou todos os respetivos governos, deixando o assunto simplesmente nas redes sanitárias. Os Ministérios da Saúde devem fazer tudo para conter o vírus, mas o esforço tem de ser coordenado com toda a rede estatal, unida ao setor privado, disse.

Ou seja, acrescentou, as áreas da segurança, da diplomacia, das finanças, do comércio, dos transportes, ou da informação, todas devem estar envolvidas.

“Estamos preocupados pelo facto de em alguns países o nível de envolvimento político e de ações que demonstrem esse envolvimento não corresponder ao nível de ameaça que todos enfrentamos”, disse, sem indicar a que países de referia.

Ghebreyesus afirmou que nas últimas 24 horas o número de casos de Covid-19, a doença provocada por um novo coronavírus, chegou a 95.265 (mais 143 na China e 2.055 nos outros países), enquanto o número de mortes atingiu 3.281.

O responsável máximo da OMS salientou que a Coreia do Sul, o segundo país mais afetado, com mais de 5.200 casos, está a mostrar “sinais positivos”, com uma progressiva redução do número de infeções diárias, apesar de haver ainda meio milhar de novas infeções diagnosticadas por dia.

“Sabemos que as pessoas estão assustadas, mas o medo pode ser gerido e moderado com informação correta”, sublinhou Ghebreyesus, que anunciou o lançamento de uma campanha de consciencialização da OMS nas redes sociais, chamada “Be Ready for Covid-19”.

Na mesma conferência de imprensa a epidemiologista da OMS Maria Van Kerkhove assinalou que o caso de coronavírus num cão em Hong Kong, o primeiro registado em animais de companhia, é por agora o único e não parece indicar uma transmissão frequente do coronavírus de humanos para animais.

A responsável disse também que ainda é cedo para saber se surto do coronavírus poderá estacionar e reduzir progressivamente em meses mais quentes, mas advertiu que a presença do Covid-19 em lugares com diferentes climas parece indicar que tal não vai acontecer.

O diretor-geral disse que os países estão a preparar-se para um cenário assim há décadas e que agora é “hora de agir”.

“Esta epidemia é uma ameaça para todos os países, ricos e pobre. Mesmo os países de rendimento elevado devem esperar surpresas, a solução é prepararem-se de forma agressiva”, disse, apelando a todos os países do planeta para que ajam “com velocidade, escala e determinação”.

O novo coronavírus surgiu pela primeira vez no final do ano passado em Wuhan, na China, e pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou nove casos de infeção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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