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Economia

Óleo de palma continua a liderar importação de produtos da cesta básica

Manuel Camalata

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O óleo de palma é o produto da cesta básica mais importado em Angola, no mês de Janeiro, seguido do arroz, tendo sido registado 22,36% dos mais de USD 153.061.955,27, gastos na compra de bens alimentares no primeiro mês do ano 2021, constituindo-se assim, no produto de maior importação durante o mês passado, a semelhança de Dezembro de 2020.

O país gastou em Janeiro último, um total de USD 153.061.955,27 (cento e cinquenta e três milhões, sessenta e um mil, novecentos e noventa e cinco dólares e vinte e sete cêntimos), na importação de produtos da cesta básica, sendo que para óleo de palma foram gastos USD 34.225.783,07, com os quais se procedeu a aquisição de 33.844,22 toneladas desse produto da dieta alimentar.

O arroz vem em segundo lugar com USD 28.865.656,58, para 63.129,87 toneladas, ao passo que o frango foi o terceiro produto da cesta básica mais importado, com um total de USD 28.511.322,46 para a aquisição de 31.062,32 toneladas.

O óleo alimentar, o leite em pó, o feijão, as carnes suína, bovina e caprina, o açúcar e a massa alimentar, constam, igualmente, do Top 20 de produtos da cesta básica cuja a resposta interna ainda é incipiente.

Os dados foram revelados nesta segunda-feira, 22, durante a reunião do conselho de direcção do Ministério da úe Comércio, durante a qual o ministro Victor Fernandes referiu que “a grande procura pelos dois produtos que dominam a importação, está directamente relacionada com o normal e crescente funcionamento da indústria do sector industrial em Angola”.

O óleo de palma, além da alimentação, é igualmente usado como matéria-prima para a indústria de produção do leite condensado, vários tipos de sabão e sabonetes, ao passo que o arroz corrente é igualmente utilizado como matéria-prima para a indústria cervejeira.

Esses números continuam a ser um indicador claro ao empresariado nacional para algumas áreas onde devem canalizar os seus investimentos, pois, há claramente um mercado para absorver a produção de quem apostar na cultura do palmar e/ou do arroz, sendo que Angola oferece condições climatéricas e terras bastante para o efeito.

Entretanto, comparativamente aos dados referentes ao mês de Dezembro de 2020, houve uma redução de cerca de um milhão de dólares.

Um dado curioso é que no período em referência o país não importou farinha de milho, sabão e sal.

Quanto às exportações no mês de Janeiro, a actividade foi dominada apenas pelo sector pesqueiro, tendo se registado, de acordo com dados enviados ao Correio da Kianda, nesta segunda-feira, 22, que foram exportadas um total de 3.434,794 toneladas de peixe congelado, o que permitiu a arrecadação de USD 2.976.408,11 (dois milhões, novecentos e setenta e seis mil e quatrocentos e oito dólares e onze cêntimos).

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