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Eleições 2022

Observadores internacionais elogiam angolanos pela “votação exemplar”

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As distintas missões internacionais de observação eleitoral felicitaram esta sexta-feira os angolanos pela forma ordeira, pacífica, democrática e exemplar como realizaram as eleições gerais, a 24 deste mês.

Numa conferência de imprensa de balanço realizada na capital do país, chefes e representantes das referidas missões apelaram aos concorrentes a evitarem quaisquer litígios e a respeitarem os resultados provisórios e posteriormente os definitivos do escrutínio.

Oito grupos de observadores internacionais, de organizações africanas e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) divulgaram hoje as suas declarações preliminares sobre as quintas eleições gerais de Angola.

De acordo com o chefe da Missão de Eleitores da União Africana, Hailemariam Desalegn, o processo foi transparente e deve servir para consolidar a democracia, paz e a estabilidade de Angola.

O antigo primeiro-ministro etíope, depois de reconhecer o contexto sócio-económico difícil por conta da pandemia da Covid-19, pediu tolerância e respeito mútuo aos vencedores e vencidos.

Para o chefe da missão de observação eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Frans Kapofi, o povo angolano conseguiu manter um ambiente político pacífico na fase pré-eleitoral e no dia da votação.

Destacou ainda que as eleições gerais (presidenciais e legislativa) de 24 de Agosto “foram pacíficas, calmas e bem organizadas, permitindo os eleitores expressarem a sua vontade democrática”.

Já a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) enalteceu a postura do povo angolano pela forma pacífica e ordeira como exerceu o direito de voto.

Segundo o chefe de observadores da CPLP, Jorge Fonseca, é necessário o respeito da vontade dos eleitores e a resolução dos diferendos eleitorais, no quadro da lei.

Numa declaração conjunta, os antigos chefes de Estado de Moçambique e da Tanzânia, Joaquim Chissano e Jakaya Kikwete, respectivamente, ressaltaram que o processo de votação foi conduzido de forma livre, justa e transparente.

“O povo angolano deu ao mundo um bom exemplo de como fortalecer a democracia, através de uma eleição conduzida com sucesso”, sublinharam.

Joaquim Chissano e Jakaya Kikwete afirmaram que o povo teve a oportunidade de eleger livremente os líderes da sua escolha e esperam que todos respeitem, defendam e reflictam a vontade expressa nas urnas.

Por outro lado, encorajaram os candidatos a olharem para os resultados com serenidade e, se tiverem dúvidas, para apresentarem as devidas reclamações pelas vias legalmente estabelecidas.

Além das citadas, apresentaram declarações preliminares as missões de observação eleitoral do Fórum Parlamentar da SADC, das Comissões Eleitorais da SADC, da Região dos Grandes Lagos e da Comunidade Económica dos Estados da África Central.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), na última quinta-feira, quando já tinham escrutinados 97,03 dos votos, o MPLA obteve 51,07 porcento, com três milhões, 162 mil e 801.

Estas cifras fazem com que esta formação eleja 124 deputados no Parlamento; segue-se a UNITA com 44,05% (2.727.885/90 deputados) e o PRS com 1,13% (70.398/dois deputados).

Já a FNLA obteve 1,05% (65.223/dois deputados) e o estreante PHA com 1,01% (63.002/dois deputados). A CASA-CE com 0,75% (46.750) não conseguiu qualquer deputado, tal como a APN com 0,48% (29,740) e o P-NJANGO com 0,42% dos votos (26.268).

O pleito contou com a participação de oito candidatos a Presidente da República e perto  de 14 milhões e 399 mil cidadãos, destes 22 mil e 560 residentes no estrangeiro, que pela primeira vez puderam votar vivendo fora de Angola.

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