Connect with us

Politica

“O povo de África merece traçar os seus próprios caminhos” – Austin

Published

on

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos da América, Lloyd Austin, garantiu esta quarta-feira, 27, que os Estados Unidos da América não pretendem forçar as nações africanas “a fazer nada que considerem um anátema para as suas nações, as suas culturas ou os seus povos”.

“Os Estados Unidos nunca considerarão a sua parceria garantida”, disse, durante discurso hoje no Arquivo Histórico Nacional, sobre os novos ângulos da política dos EUA para a África, e prosseguiu:

“O povo de África merece traçar os seus próprios caminhos soberanos. E não estamos a pedir aos países africanos que escolham outro lado que não o seu. África merece mais do que os estrangeiros que tentam reforçar o seu controlo sobre este continente. África merece mais do que os autocratas que vendem armas baratas, empurrando forças mercenárias como o Grupo Wagner, ou privando grãos de pessoas famintas em todo o mundo”, disse.

O homem forte da Defesa norte-americana fez referência a crescente disputa entre as grandes potências por influência e controlo sob os países africanos, bem como apontou o dedo às acções que o grupo paramilitar russo tem em curso em África. 

“Queremos que o nosso trabalho conjunto produza uma segurança duradoura e não um status quo frágil. Todos nós podemos ver os danos quando os líderes se tornam predatórios ou as instituições se apropriam de recursos para si mesmas”, sinalizou.

Para tanto, segundo Austin, a liderança local dedicada à democracia é fundamental: “para um sucesso duradouro, os países africanos precisam de instituições receptivas, transparentes e lideradas por civis que defendam os direitos humanos, defendam o Estado de direito e trabalhem para todas as pessoas”, disse e rematou:

“África precisa de líderes civis que mantenham a fé nos seus cidadãos e ouçam as suas vozes”.

Antes do discurso no Arquivo Histórico Nacional, o Secretário de Defesa dos EUA esteve reunido com o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na Cidade Alta, tendo sido posteriormente recebido no Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, onde decorreram conversações oficiais entre delegações militares de Angola e dos Estados Unidos da América.

Segundo Austin, o encontro serviu para consolidar a cooperação militar e de segurança marítima. Na ocasião, Angola solicitou o apoio dos Estados Unidos na modernização das Forças Armadas Angolanas.

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.