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Politica

“O país real está aquém daquele que foi apresentado”, diz PRS

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O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, disse, nesta terça-feira, 20, em conferência de imprensa em Luanda, que o Presidente da República, João Lourenço, omitiu a realidade e que o o país real está aquém daquele que foi apresentado pelo chefe de Estado no seu Discurso à Nação,  no passado dia 15 de Outubro.

“Mais uma vez o chefe de Estado nos apresentou um país baseado em relatórios bonitos feitos nos bons gabinetes. O país real está aquém daquele que foi apresentado”, lamentou.

A ocasião serviu para o líder dos renovadores sociais apresentar a sua réplica sobre o “Estado da Nação”, proferido pelo Presidente da República, no dia que marcou a abertura do ano parlamentar da quarta legislatura.

Benedito Daniel destacou que os indicadores práticos dos últimos anos não são animadores, tendo realçado subidas galopantes dos preços dos produtos da cesta básica, a falta de incentivo ao sector privado e que “os empresários não têm como manter as empresas e estão a mandar todos os dias os cidadãos para o desemprego”.

Também sublinhou que “o sistema de saúde e da educação continuam dos mais precários, a delinquência está cada vez mais alta na maioria das cidades”.

Benedito afirma que a covid-19 não deve servir de desculpas para a não materialização das promessas.

 “A crise económica no país não veio por causa da covid-19, é bem anterior. Por isso não deve servir de desculpa para a não concretização das promessas que o Executivo fez ao povo angolano”.

Quanto à questao das autarquias, o presidente do PRS pede ao chefe do executivo angolano maior esclarecimento sobre o assunto para se encontrar melhor via para sua concretização.

“Afinal quem adiou as autarquias é mesmo o Presidente da República porque não faz sentido o Conselho da República que ele dirige recomendar a realização das autarquias em 2020 e ele, nas vestes de Chefe do Executivo recomendar o contrário. E entende que “devia no mínimo esclarecer as dificuldades encontradas, o modo de serem suplantadas e a previsão da sua realização”.

Sem uma data fixa para a realização das primeiras eleições autárquicas no país, Benedto Daniel considera que mais uma vez os angolanos veem adiado o sonho de serem eles a escolher os seus governantes locais e ficou claro que o Governo não está interessado na realização dessas eleições.

Quanto ao combate à corrupção, na visão do presidente do PRS não faz sentido uns serem punidos e outros não, realçando que “o combate à corrupção é um processo que envolve a participação de todos os cidadãos, para expurgá-la da sociedade que não seja apenas para uma elite de políticos ou judiciário, todo povo deve participar com mecanismos próprios, para que o impacto se reflicta na sociedade”.