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Opinião

“O Golias não caiu” – análise dos 60 dias de governação de João Lourenço

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Queríamos escrever este artigo nos 100 dias de governação do PR João Lourenço, após ser reeleito nas eleições do dia 24 de Agosto, mas hoje, 15 de Novembro, faz 2 meses desde o seu empossamento, e, notamos não haver necessidade de aguardar pelos 100 dias, para aferir com exactidão que está no caminho certo, pois, muito do que esperávamos que se fizesse de grosso modo, positivo, tem estado a ocorrer de forma categórica.

Neste quinquénio, o slogan é “Trabalhar mais e Comunicar melhor”, (a relevância do quarto poder, que é o da COMUNICAÇÃO, que chega a ser o mais importante, pois nada funciona se faltar a comunicação), o que significa aqui o reconhecimento de que houve falhas graves neste quesito do comprometimento, bem como da comunicação, que são os pilares basilares para alcançar objectivos preconizados. E o MPLA e o Presidente João Lourenço ao introduzirem no metiê político essas nuances, é dizer que fizermos uma auto avaliação e auto crítica, e chegamos à conclusão que devemos trabalhar mais para o povo e com o povo, mas para atingir tal desiderato, importa dialogar mais, comunicar melhor de forma contextual, por cada região, por cada povo, pois, assim o resultado será muito mais satisfatório. Medidas como esta, é sinónimo de maturidade política, e políticos de gema avaliam, estudam e catapultam para níveis mais promissores. 

Quando escrevemos sobre Golias e David na fase eleitoral, uma analogia entre MPLA e UNITA, havíamos previsto que, embora o MPLA vencesse as eleições, a disputa seria muito renhida, e aconteceu, portanto a reflexão tinha advir. Pensávamos na altura que as decisões que voltassem a meter o MPLA e o governo do Presidente João Lourenço, no pódio demorariam, mas estávamos enganados, reagiu de forma muito positiva e está a cavalgar a todo vapor, a máquina governativa está mais entrosada, mais afinada, parece que já estamos em fase de pré campanha ou mesmo campanha eleitoral de tanto alinhamento.

“O Golias não caiu”, foi uma frase criada por nós, quando víamos os resultados conseguidos por cada círculo provincial, onde o MPLA perdeu em três províncias, nomeadamente Cabinda, Luanda e Zaire, e o maior perigo foi Luanda devido ser a capital, por ser a mais populosa, a mais estratégica, em suma, por ser o coração do país, e, perder nesta província por 3-2 foi necessário repensar tudo. Por esta razão, o Presidente decidiu escolher no seu grupo de trabalho, os dinâmicos, os comprometidos, os inovadores, com uma política de actuação mais próxima às populações, para os grandes desafios. A manutenção do poder dependerá das cartadas do líder, e percebendo isto, tem dado tacadas muito bem direccionadas, o Golias quando não cai, fica apto e mais hábil, se reforça, usando a matriz DAFO (Debilidade, Ameaça, Fortaleza e Oportunidade).

Trouxe para Luanda, Manuel Homem, um jovem das TICs, ex ministro, completamente pronto para os anseios que Luanda carece, mais dias e menos dias, as provas estão aí, visíveis, como o Encontro Metodológico dos Quadros de Comunicação, ou seja, a comunicação a ser olhada com razão de ser, dando azo ao lançamento do oficial da nova logomarca da Província, “Luanda Precisa de Ti”, da newsletter quinzenal Luanda News e da Revista Luanda de periodicidade trimestral, e para o seu suporte, nomeou outros quadros para a sua equipa quer no governo provincial, quer no secretariado do partido na província, jovens como a Tatiana de Morais e Aguinaldo de Oliveira, um para área da Juventude, Desporto, Cultura e Desporto outro para DIP do partido, no intuito de imprimir a mesma dinâmica de mudança de paradigma. Podemos olhar a forma espectacular como Mara Quiosa, a nova governadora de Cabinda, tem estado perto das populações, dialogando, apoiando, trazendo uma nova postura de governação e, temos um experiente, Adriano Mendes de Carvalho, que já passou em Luanda, Kwanza Norte e agora Zaire, reunindo alguma bagagem. 

Estas escolhas feitas pelo Presidente João Lourenço é uma amostra clara que está em pé, que não atirou a toalha ao tapete aos problemas do país, e que aquilo que se propôs fazer haverá maior engajamento, o combate a corrupção continuará, e todas as reformas que possam de certa forma trazer uma lufada de ar fresco. Mesmo a nível dos órgãos auxiliares e na política externa há muita peremptoriedade, muito assertivo na gestão e resolução de conflitos na região.   

Este é o caminho certo, é o modelo ideal, e, nos dias 22 e 25 do mês corrente, teremos reuniões no Bureau Político e no Comité Central, que acreditamos servir para avaliar estas decisões, e a vida interna do próprio partido, pois, se avizinha o 10 de Dezembro, dia que o partido completa mais um ano de existência, porque na verdade, urge a necessidade de manter o partido coeso, pujante, buscar os desavindos, e os fazer perceber que é governação um Presidente que tem outros objectivos, que quer deixar o seu legado, que deixou a casa arrumada para um país melhor.          

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