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Politica

Nuno Dala lança Campanha para libertar activistas de Malanje

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Três jovens foram condenados a penas de prisão por desacatos em protestos no Dia da Paz, a 4 de abril. Ativistas de Luanda exigem a sua libertação e planeiam vigílias, marchas e manifestações.

“Levem o vosso gatuno” – gritaram dezenas de jovens nas ruas de Malanje, durante as comemorações do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, a 4 de Abril. Os manifestantes exigiam a destituição do governador local, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”.

Na sequência dos protestos, seis cidadãos foram acusados de subversão da ordem pública. Três deles foram condenados a penas entre cinco a sete meses de prisão efetiva. Dois foram absolvidos e outro, com 14 anos, vai a julgado de menores.

Esta semana, um grupo de activistas lançou, em Luanda, uma “Campanha Nacional de Apoio aos Manifestantes de Malanje”, exigindo a libertação.

“O crime alegado pelas autoridades é, por si só, ridículo, e até agora não foram apresentadas provas neste sentido”, diz Nuno Álvaro Dala, um dos promotores da iniciativa.

O processo, acrescenta, não passa “de um esforço de, mais uma vez, o sistema de justiça judicializar o político e, como muitas vezes também acontece, politizar o jurídico, sempre no esforço de reprimir e instigar medo junto dos cidadãos”.

Os activistas vão exigir a reposição da liberdade dos jovens com mecanismos “contundentes”, sublinha. Estão previstas vigílias, marchas e manifestações: “Não estou referir-me a Luanda, aliás, o centro indicado para o efeito será Malanje e Luanda vai funcionar como um segundo espaço para realizar esses protestos todos para que essa loucura chegue ao fim e os jovens voltem à liberdade”, explica Nuno Álvaro Dala.